Foto: Márcio Silva/Agência Amazonas1
O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), afirmou para vereadores e deputados estaduais que os políticos do Amazonas precisam ganhar espaço na cabeça do ministro da Economia Paulo Guedes para minimizar ou evitar os ataques que o modelo Zona Franca de Manaus sofre do Governo Federal, em especial de Guedes. A declaração do tucano ocorreu na manhã desta segunda-feira, 10, no plenário da Câmara de Manaus.
Arthur disse ainda que “o resto do país”, numa referência ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e governadores do Sul e Sudeste, precisam “entender Manaus como uma região estratégica” para a economia.
“O mal dos economistas de fora da Amazônia é que de 100 deles, 110% não conhece a Amazônia. (…) É preciso entender a região Amazônica como a última fronteira de crescimento (da economia). Vai crescer pro Sul? Não vai. Não deu certo no Uruguay nem na Argentina. Tem que ser de lá pra cá. Vir uma sociedade do Brasil com o Amazonas nesse sentido. Tem que haver essa unidade de pensamento”, declarou Arthur.
Concentrados
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“Os concetrados são muito importantes para cá, porque são 10 mil empregos para nós. Tenho visto a luta da bancada, prezo muito essa luta. Não estou aqui para criticar ninguém. Prego unidade. Tenho visto o emprenho do Coronel Menezes. E acho que essa luta precisa chegar a uma elíquota de equilíbrio. Seja de 12% ou 14%? O que sustenta o nosso polo? Se 20% é muito, e 19%? Se 2% (de alíquota) não sustenta, 4% não sustenta, então 8% irá sustentar? É uma conversa técnica que precisa ser feita”, declarou Arthur Neto.
‘Pauta Rica’
Arthur defendeu a proposta de incentivar novos modelos econcômicos para o Amazonas e alternativas para baratear os custos de produção no modelo ZFN para tornar o “Amazonas em uma potência verdadeira”.
“Tenho sonho de ter uma indústria de drones aqui. E penso em drones enormes que possam transportar mercadorias por cima da cobertura florestal os produtos da ZFM barateando o nosso custo-Manaus. Temos que lutar pela BR-319, pelo aumento de capacidade intelectual e qualificação da nossa mão de obra, melhor Internet. Portando, temos uma pauta muito rica que tem ser discutida pelos parlamentares, pela Suframa, entre o governo estadual e o governo federal, mas em busca de consenso e não de dissenso”, afirmou o prefeito.





