A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a morte de dois indígenas neste sábado, 11, vítimas do novo coronavírus, em Manaus, região que enfrenta uma forte escalada da Covid-19.
Por meio de nota, a Funai lamentou a morte de um indígena da etnia tikuna, de 78 anos, e de uma indígena Kokama, de 44 anos.
A confirmação se deu pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena e do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Alto Rio Solimões.
O indígena Tikuna, segundo a Funai, foi removido do Hospital de Tabatinga, em UTI aérea do Estado, para tratar de problemas cardíacos.
Estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Delphina Aziz, em Manaus.
Durante o período de tratamento hospitalar, o teste para Covid-19 acusou positivo, o que agravou ainda mais seu quadro.
A indígena Kokama estava internada, desde 28 de fevereiro, em Manaus para tratamento de anemia.
O quadro da paciente agravou-se após contrair a Covid-19, quando passou a respirar por aparelhos.
De acordo com o atestado de óbito, a indígena faleceu em decorrência de insuficiência respiratória aguda.
Roraima
A Funai confirmou a morte de um indígena yanomami de apenas 15 anos de idade na sexta-feira, 19.
Alvaney Xiriana Pereira havia sido diagnosticado com coronavírus.
Segundo o Ministério da Saúde, o jovem estava internado no Hospital Geral de Roraima e faleceu na quinta-feira, 9, vítima de síndrome respiratória aguda grave.
Há pelo menos mais seis casos confirmados de contaminação.
A Secretaria Especial de Saúde Indígena, do governo federal, orientou indígenas a evitarem deslocamentos das aldeias a centros urbanos, assim como não permitirem a entrada de pessoas externas em suas terras.
Conforme o ministério, 800 mil indígenas vivem em aldeias sob a responsabilidade de atendimento dos 34 distritos sanitários especiais em todo o País.
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Funai
(*) Com informações do Estadão Conteúdo





