Em pronunciamento nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Lula, entre outras coisas, criticou o presidente Bolsonaro e suas ações no combate à pandemia de covid-19. Segundo Lula, o Brasil teria tido menos mortes caso outras atitudes e medidas tivessem sido adotadas.
“A Pfizer ofereceu vacina e a gente não quis, porque o presidente inventou uma tal de cloroquina. Nós temos um presidente que falava que quem tem medo é marica, que o covid é uma gripezinha, que o covid é coisa de covarde, que ele era ex-atleta e que, portanto, ele não ia pegar!”, disse Lula.
“Esse não é o papel, num mundo civilizado, de um presidente da República. Ele deveria ter comitê de crise e uma voz para orientar a população. Deveria estar visitando os estados, visitando as cidades, vendo as condições dos hospitais. Tentando evitar que faltasse oxigênio, como faltou em Manaus”, continuou.
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Lula também criticou, ainda, o fanatismo que Bolsonaro consegue ativar nas pessoas que o seguem. “Ele, a vida inteira, não foi nada, não era nem capitão, era tenente e virou capitão porque se aposentou […] depois nunca fez nada, e foi vereador e depois deputado por 33 anos. Vocês imaginaram o poder da força do fanatismo? Através da fake news, o mundo elegeu o Trump. Através da fake news, o mundo elegeu o Bolsonaro!”, disse.
O discurso acontece após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a anulação de todas as condenações proferidas contra Lula pela 13ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato.
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O ex-presidente tinha sido condenado em duas ações penais, por corrupção e lavagem, nos casos do tríplex de Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia. O ministro entendeu que as decisões não poderiam ter sido tomadas pela vara responsável pela operação e determinou que os casos sejam reiniciados pela Justiça Federal do Distrito Federal.
Assim, as condenações que retiravam os direitos políticos de Lula não têm mais efeito e ele e pode se candidatar nas próximas eleições, em 2022.
Veja o pronunciamento:





