Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

‘Pazuello se incriminou para salvar o presidente’, diz Omar Aziz

Omar disse que é inadmissível um gestor passar 15 dias para falar com o superior, como afirmou Pazuello em depoimento à CPI da Covid-19

MANAUS, AM – Após dois dias de depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que ocorreram na última quarta (19) e quinta-feira (20), o senador Omar Aziz (PSD) disse que o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello se incriminou para ‘salvar’ o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido).

Omar disse que é inadmissível que um gestor de uma pasta tão importante, como a da Saúde, e com uma pandemia assolando vidas no Brasil, a comunicação de Pazuello com Bolsonaro fosse feita uma vez por semana ou de 15 em 15 dias, como disse o ex-ministro durante audiência na CPI da Covid-19.

“Pazuello se incriminou para salvar o presidente. É inadmissível que quatro mil pessoas estivessem morrendo por dia no Brasil, à época, e o ministro só falava com o presidente uma vez por semana, ou de 15 em 15 dias, como disse o ex-ministro à Comissão. Quando fui governador do Amazonas e tinha uma rebelião, eu ligava de 15 em 15 minutos para o secretário de Segurança para obter todas as informações”, disparou Omar.

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O senador prosseguiu criticando as ações de Bolsonaro durante a pandemia. Omar disse que se ele fosse o presidente do Brasil, se mudaria para dentro do Ministério da Saúde, na crise sanitária da Covid-19. “Se eu fosse o presidente eu iria morar dentro do Ministério da Saúde, em uma crise como essa da Covid-19.

Omar também voltou a citar que Manaus foi “cobaia” do governo federal durante a crise pandêmica, que enviou a própria secretária do MS, Mayra Pinheiro, mais conhecida como “Capitã Cloroquina”, para incentivar o uso de medicamentos sem comprovação médica em pacientes infectados pelo vírus.

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Pazuello também foi acusado de proferir diversas mentiras nos dois dias de depoimento à CPI. O próprio senador Omar Aziz escreveu em sua conta no Twitter que a verdade ainda não tinha aparecido no depoimento de Pazuello.

A Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) também emitiu nota desmentindo a fala dada pelo ex-ministro na CPI, na qual afirma que só ficou sabendo da falta de oxigênio no Estado, no dia 10 de janeiro. A SES-AM informou que Pazuello foi acionado ainda no dia 7 de janeiro deste ano.