Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

Boulos afirma que votos em Bolsonaro foram puro desespero: ‘a maioria estava de saco cheio’

Boulos ainda ressaltou que há chances de o presidente Bolsonaro sofrer impeachment devido ao descaso do governo

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Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP – Guilherme Boulos (PSOL) afirmou em entrevista à Veja que há possibilidades para ocorrer um impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foi candidato à presidência do Brasil em 2018 e ganhou destaque quando conseguiu ir para o segundo turno nas eleições para prefeito de São Paulo, em 2020. Mesmo com a visibilidade maior, o político não está em um cenário favorável para concorrer às eleições de 2022.

Isso porque o ex-presidente Lula (PT) conquistou o direito de ser elegível novamente. Com isso, os votos da esquerda passariam para o petista e deixariam Boulos de mãos abanando. Apesar do cenário desfavorável, Boulos disse em entrevista que está na hora da esquerda brasileira se mobilizar contra Bolsonaro. Nos últimos dias, ele convocou apoiadores para ir às ruas protestar contra o presidente.

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Ele ainda destacou que é difícil organizar um protesto em meio à pandemia, e pediu para que os manifestantes seguissem as orientações de saúde para evitar o contágio do novo coronavírus. Além disso, ele afirmou que o governo Bolsonaro mata mais que o vírus da Covid-19. Na entrevista, Boulos destacou que o presidente está tendo apoio de um grupo cada vez menor.

“Há chances reais de termos o impeachment. Na história de salvar vidas e economia, não salvou nem vidas nem a economia. Uma CPI muda o clima político, nós já vimos isso em outros momentos”, disse. Boulos ainda disse que existem muitas provas contra o presidente e que o centrão deve se opor à Bolsonaro. “Se Bolsonaro se tornar tóxico, e já está virando, não ficarão com ele”, comentou.

Boulos aproveitou para dizer que tudo o que Bolsonaro pretendia fazer ficou para segundo plano e nada foi feito. Ele ainda ressaltou que as pessoas que votaram nele em 2018, votaram pois queriam mudanças, as quais não receberam.

“A maioria das pessoas que votaram no Bolsonaro não defende tortura, não acredita que a Terra é plana, não é negacionista. A maioria estava de saco cheio com o sistema político e votou nele como desespero, com a crença de que iria mudar as coisas”, contou.

(*) Com informações do Uol

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