Foto: Reprodução
MANAUS, AM – Três ex-secretários de Educação do Amazonas estão sendo processados pelo Ministério Público Estadual (MP-AM) pelo aluguel indevido de um prédio para servir de escola estadual. Lourenço Braga, Gedeão Amorim e Luiz Castro são acusados pelo Ministério Público de terem continuado com o aluguel de um prédio escolar para servir de escola estadual.
O prédio alugado foi o do Colégio Amazonense Cristo Redentor, localizado no bairro Alvorada, na zona oeste da capital. A ação civil pública contra os três ex-secretários foi impetrada na segunda-feira (12), decorrente de um inquérito civil instaurado em junho de 2020 para apurar a denúncia.
Segundo o Ministério Público, o prédio do Colégio foi alugado em junho de 2018, para abrigar a Escola Estadual Rosina Ferreira, até o dia 22 de setembro de 2019. No entanto, durante todo o período de um ano e três meses, o colégio Cristo Redentor nunca chegou a sediar a escola Rosina Ferreira.
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No referido período, a Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seduc) pagou integralmente o aluguel mensal de R$ 101 mil, totalizando R$ 1,515 milhão para o período, sem qualquer utilidade pública. No mesmo período, a Seduc teve três titulares: Lourenço Braga e Gedeão Amorim, na gestão de Amazonino Mendes (Podemos), até o fim de 2018; e Luiz Castro (Rede), já na gestão Wilson Lima, a partir de 2019.
No pedido de abertura da investigação, a promotora Sheyla Dantas afirmou que os três titulares da pasta foram negligentes e “pouco zelosos com a coisa pública”. Ela ainda pede que o valor total dos aluguéis sejam ressarcidos ao erário público, além da condenação solidária dos responsáveis.
“Os três ex-secretários da Seduc mostraram-se extremamente desidiosos e muito pouco zelosos com a coisa pública, porque permitiram que o poder público despendesse altíssima soma de dinheiro sem relação ao aluguel de um imóvel particular”, afirma.
Até o momento, as defesas não se manifestaram, todavia, o espaço segue aberto.
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