Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

CPI da Pandemia suspende depoimento de diretora da Precisa

Oitiva de Emanuela Medrades na CPI da Pandemia foi remarcado para esta quarta-feira, após ter sido suspenso durante sete horas

CPI da Pandemia

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

BRASÍLIA, DF – Após um dia tumultuado na CPI da Pandemia, o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM) suspendeu o depoimento da diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades. O depoimento de Medrades começou na manhã desta terça-feira (13), mas ficou suspenso durante sete horas.

No início da noite, a diretora da Precisa, que foi ao depoimento amparada por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), alegou exaustão exagerada para continuar no depoimento. “Eu quero colaborar, mas sobre a Precisa, nesse momento e nessa pressão, eu quero permanecer em silêncio. Vou permanecer no direito de não responder, pois eu estou exausta”, afirmou.

Leia mais: Aziz afirma que prazo da CPI da Pandemia será estendido

Aziz rebateu, dizendo que Medrades havia recebido uma orientação equivocada. Segundo ele, a orientação do ministro Luiz Fux, que concedeu o habeas corpus, foi equivocada.

“A senhora não pode justificar com exaustão o salário que a senhora tem. Não tem esforço físico nenhum. Exaustas estão as famílias de 534 mil brasileiros que morreram vítima dessa doença”, afirmou.

O depoimento de Emanuela Medrades foi remarcado para esta quarta-feira (14), a partir das 9h da manhã. Além dela, a CPI deve ouvir o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, também nesta quarta-feira.

Contradições

Medrades chegou para depor com um habeas corpus, mas durante a manhã, se recusou a responder diversas perguntas, alegando o direito de permanecer calada. Omar Aziz suspendeu a sessão e pediu esclarecimentos ao ministro Luiz Fux sobre os limites do habeas corpus da diretora técnica da Precisa.

Fux respondeu aos questionamentos dizendo que Emanuela Medrades poderia ficar em silêncio sem produzir provas contra si. No entanto, ela deveria responder as perguntas da CPI sobre ações que não a incriminassem. Ainda assim, ela se manteve em silêncio durante as perguntas do relator da Comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

A diretora prestou depoimento à Polícia Federal na última segunda-feira (12). Ela foi ouvida em um inquérito que investiga a compra da vacina Covaxin, da Precisa, de forma irregular. De acordo com a defesa da diretora, cópia do depoimento será disponibilizada à CPI.

(*) Com informações da CNN Brasil.

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