Empresário milionário foi o mandante do crime (Foto: Montagem/Amazonas1)
A Polícia Federal prendeu seis pessoas durante a Operação Acauã, todas envolvidas no crime contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
De acordo com a polícia, a queima de dois helicópteros do órgão, que estavam no Aeroclube de Manaus, foi motivada por vingança.
O mandante foi o empresário Aparecido Naves Junior, de 35 anos, que possui uma mansão em Goiânia, capital de Goiás, avaliada em R$ 2,1 milhões, dois carros estimados em R$ 400 mil e quatro empresas avaliadas em R$ 380 mil.
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A Polícia Federal suspeita que as empresas servem de fachada, e sua fonte de lucro seja a extração ilegal de ouro e cassiterrita da Amazônia.
Mesmo residindo em Goiânia, ele coordenava transporte aéreo utilizado em garimpos ilegais nas terras indígenas Yanomami, Roraima. Recentemente, teve aeronaves destruídas por agentes do Ibama.
Dias antes do crime, Naves esteve em Manaus e firmou acordo com outros cinco homens que participaram do ato, sendo que cada um deles que colocasse fogo na aeronave, receberia R$ 5 mil. Os helicópteros eram avaliados em R$ 10 milhões.
Edney Fernandes de Souza, foi o motorista que levou Fernando Warlison Pereira, conhecido como ‘Seco’, e Arlen da Silva, ‘Mudinho’, os autores do incêndio até o aeródromo.
Thiago Souza da Silva, conhecido como ‘TH’, e Wisney Delmiro, ‘Poderoso’, foram intermediários no crime, negociando com os incendiários e o motorista.
Os criminosos foram encontrados através de uma articulação da polícia. No mesmo dia do crime, o carro usado na ação foi identificado e o motorista, os dois incendiários e os dois intermediários foram presos. Por último, o empresário milionário e mandante do crime, que foi preso na última quarta-feira (2) em um condomínio de luxo na capital de Goiás.





