O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, anunciou nesta terça-feira, 17, que a Corte não desistiu de contar com representantes europeus na observação das eleições 2022, tendo a expectativa de trazer ao País mais de 100 autoridades internacionais para atuarem como observadores durante o período de campanha em outubro.
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Durante evento no TSE, nesta terça-feira, 17, sobre democracia e eleições na América Latina, Fachin disse que, neste ano, “o Brasil olha para o mundo e o mundo democrático olha para o Brasil”. Segundo o ministro-presidente, os acontecimentos do País “influenciam o cenário global”, assim como os eventos internacionais impactam o Brasil. O magistrado citou a “estapafúrdia invasão do Capitólio (nos Estados Unidos, em janeiro de 2021), os ataques ao Instituto Eleitoral do México e as ameaças de morte sofridas por autoridades eleitorais do Peru, como exemplos de fatos que se refletem no País.
Brasil não tolera ‘aventuras autoritárias’
Ainda durante o evento no TSE, nesta terça-feira, 17, Fachin voltou a responder aos ataques que partem do Poder Executivo, especialmente do presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o “Brasil não mais aquece aventuras autoritárias”. As declarações foram feitas um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ligar o momento atual do País aos eventos ocorridos durante a ditadura militar e citar a possibilidade de eleições “conturbadas” neste ano.

“O mundo observa com atenção o processo eleitoral brasileiro. Somos hoje uma vitrine para os analistas internacionais e cabe à sociedade brasileira garantir que levemos aos nossos vizinhos uma mensagem de estabilidade, paz, segurança e de que o Brasil não mais aquece aventuras autoritárias”, disse o presidente do TSE.
Fachin ainda citou as recentes “conturbações ocasionadas pela contagem manual de votos impressos” e as disputas em torno do resultado das eleições presidenciais no Equador e no Peru como casos que ligam todos os países latino-americanos. “É um alerta para a possibilidade de regressão a que estamos sujeitos e que pode infiltrar-se em nosso ambiente nacional, o que, a rigor, infelizmente já ocorreu”, disse o presidente da corte eleitoral.





