Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Bancada amazonense vira as costas para exploração na Foz do AM

A ausência da bancada pode ser conferida no painel de presença da audiência pública no portal da Câmara dos Deputados.

Deputados do Amazonas

(Foto: Câmara/Divulgação)

Brasília (DF) – Nenhum deputado federal amazonense compareceu à reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, promovida nessa quarta-feira (31), na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, para debater a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas.

A ausência dos parlamentares pode ser conferida no painel de presença da audiência pública, no portal da Câmara dos Deputados. Veja aqui

A reunião contou com a presença do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, e de representantes entidades como o Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia, Petrobras e do Observatório do Clima.

Entre os representantes da região amazônica, apenas os estados do Amazonas e Amapá não contaram com parlamentares presentes na reunião.

Ibama destaca riquezas naturais da região

Ao fazer uso da voz durante a audiência pública, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, pontuou as fragilidades da exploração do petróleo na região que, segundo ele, é rica em diversidade natural.

“Essa é uma região sensível, uma região onde 80% dos manguezais do Brasil se encontram, com muitos mamíferos aquáticos, como peixe-boi, boto cor-de-rosa, boto cinza, baleia-fin e baleia cachalote”, afirmou o presidente – que ainda ressaltou que “é preciso ser rigoroso” quando se trata da exploração de petróleo em área tão sensível para pesca, que ainda conta com três unidades de conservação e uma área com terras indígenas.

Petrobras rebate

Já a Petrobras diz que os estudos mostram que o óleo não chegaria à Costa no caso de um vazamento.

A gerente-geral de Licenciamento e Conformidade Ambiental da estatal, Daniele Lomba, disse que o Brasil precisa de novas áreas de exploração para garantir a segurança energética. Segundo ela, a empresa montou a maior estrutura de resposta a emergências.

A polêmica começou após o Ibama rejeitar um pedido da Petrobras para perfurar a região. A negativa gerou reações no mundo político e dentro do próprio governo.

LEIA MAIS: