(Foto: Divulgação/Instagram)
Manaus (AM) – Os bois Garantido e Caprichoso já teriam recebido o valor de $ 13,6 milhões, cada um, para realização do 56º Festival Folclórico de Parintins. Entretanto, o presidente do vermelho e branco, Antônio Andrade, enviou um ofício ao secretário de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, alegando problemas financeiros, o que poderia impedir o bumbá de se apresentar nas três noites do evento neste ano.
O governo reagiu e afirmou que já cumpriu com o repasse de R$ 5 milhões ao Garantido, o mesmo valor foi dado ao Caprichoso. Além disso, o estado também trabalhou na captação de recursos junto a patrocinadores da iniciativa privada para os bois.
Com isso, o governo considera inimaginável a não participação do Garantido no festival deste ano por supostos problemas financeiros da Associação Folclórica.
Na nota, o governo assegura que o festival acontecerá, nos dias 30 de junho e 01 e 02 de julho de 2023, como manda a tradição.
Os bois já teriam recebido, até agora, o montante de R$ 13,6 milhões, cada um. Confira:
R$ 5.000.000 – Estado;
R$ 4.500.000 – Patrocínios;
R$ 1.250.000 – Coca-Cola;
R$ 2.900.000 – Bilheteria.
O governo do Amazonas reforçou que não vai admitir que nenhuma intercorrência impeça a realização do festival, que é patrimônio cultural brasileiro e pertence ao povo do Amazonas. O Festival representa o fortalecimento da economia local, geração de emprego e renda para a população de Parintins.
Antônio Andrade diz, no documento, que na atual situação a diretoria precisou tomar duas decisões imediatas:
- Realizar a apresentação no Festival Folclórico de Parintins 2023 com sérias dificuldades de naturezas diversas, principalmente financeiras;
- Efetivar o pagamento de todos os recursos humanos envolvidos na construção do Boi 2023.
Com isso, segundo o documento, somente uma dessas opções poderia ser tomada, dada a escassez pecuniária atual. Além disso, o presidente afirma que é quase impossível colocar o boi na arena nas três noites do festival.
“Diante do cenário e dessas alternativas, fomos obrigados a seguir pela segunda opção, ou seja, pagar todos os funcionários do Bumbá. Isso implica a ausência de condições de nos apresentarmos nas três noites do Festival. Objetiva-se, assim, não só o pagamento dos trabalhadores, mas também evitar o colapso que se aproxima em caso de não cumprimento do acordado com nossos artistas em geral. Trata-se de calamidade iminente, com direito a ameaças de morte e cenário de caos social que deverá afetar não somente o Boi Garantido, mas a cidade de Parintins como um todo”, diz um trecho do documento.





