(Foto: Lula Marques/ABr)
Brasília (DF) – O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, negou, nesta terça-feira (20), que a instituição tenha atuado politicamente no segundo turno das eleições presidenciais para favorecer o então candidato Jair Bolsonaro (PL). Silvinei foi convocado como testemunha pela CPMI dos atos golpistas para responder sobre as operações de fiscalização principalmente na região Nordeste, onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderava as pesquisas de intenção de voto.
O ex-diretor classificou a acusação como “a maior injustiça já realizada na história da PRF” e afirmou que, em 30 de outubro, data do segundo turno, a fiscalização foi menor no Nordeste do que em outras regiões. Ele acrescentou que, dos 618 pontos fiscalizados em todo o país, 310 corresponderam a locais onde Lula ganhou a eleição, e em 316, Bolsonaro foi o vencedor. Vasques disse que não houve registro de que alguém tenha deixado de votar por conta da fiscalização da Polícia Rodoviária Federal e somente cinco ônibus foram recolhidos em operações no Nordeste.
Porém, segundo dados do Ministério da Justiça, 46% de todas as fiscalizações em ônibus da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ocorridas no dia do 2º turno das eleições, foram no Nordeste.
O número de agentes da PRF mobilizados para operação foi maior, inclusive, do que a operação para as Festas Juninas, onde se concentra o maior esforço da polícia.
Durante o depoimento, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) questionou Silvinei Vasques sobre o pagamento de diárias e apreensão de veículos como parte da operação Transporte Seguro que mostraria uma preferência pela região. Além disso, a senadora questionou o volume de processos disciplinares e o tempo para se aposentar.
Réu por fazer uso indevido de sua função ao pedir voto para Bolsonaro, Silvinei negou e disse não ter proximidade com o ex-presidente, e afirmando ter apagado o post pedindo voto devido a polêmica.
(*) Com informações da Agência Câmara
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