(Foto: Julia Prado/Ministério da Saúde)
Brasília (DF) – O Ministério da Justiça contratou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2014, para fazer uma pesquisa sobre o uso de drogas no Brasil para descobrir se o consumo de drogas no país estaria ou não em escala ascendente. O trabalho, porém, foi considerado tecnicamente superficial, prejudicando o objetivo final.
A confusão resultou em um processo administrativo que determinou que a Fiocruz devolvesse R$ 11 milhões aos cofres públicos. Entre as autoridades apontadas como responsáveis pelas irregularidades está Nísia Trindade, atual ministra da Saúde, que presidiu a Fiocruz naquele ano.
O caso foi enviado ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União — uma dor de cabeça a mais para a ministra da Saúde, que nas últimas semanas, também, está no centro de uma disputa política.
O Ministério da Saúde é considerado pelos políticos como a joia da coroa, com orçamento anual de R$ 180 bilhões e, neste ano, R$ 10 bilhões podem ser liberados em emendas parlamentares.
Gerir todo esse dinheiro confere ao chefe da pasta um poder político gigantesco. É isso o que o Centrão quer do governo em troca de apoio no Congresso.
Nísia foi escolhida por Lula por sua capacidade técnica e como contraponto ao governo anterior. Mas a suposta falta de traquejo da ministra estaria dificultando a relação do Executivo com o Legislativo. O presidente, por enquanto, não deu nenhum sinal de que irá ceder. A fricção, assim, vai aumentando.
(*) Com informações da Veja
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