(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Brasília (DF) – O senador Omar Aziz (PSD/AM) se pronunciou nesta quinta-feira (11) a respeito do suposto esquema de espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a Polícia Federal (PF), servidores da agência promoviam informações falsas sobre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) relator da CPI da pandemia, Randolfe Rodrigues (Sem partido – AP) e o senador amazonense, Omar Aziz.
O grupo investigou omissões e irregularidades durante a pandemia de Covid-19. A CPI queria condenar o ex-presidente por nove crimes.
Aziz disse, em nota, que foram quatro anos de perseguição, averiguação e análise da vida dele, mas que nada que o desabonasse foi encontrado.
Veja a nota:
“Fui informado hoje que meu nome estava na lista das pessoas monitoradas pela Abin sob ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lista essa tornada pública ontem pelo STF, que mandou prender parte do grupo responsável pela investigação ilegal. Foram quatro anos de perseguição, averiguação e análise da minha vida sem nada encontrarem. Porque não devo nada!
Uma mostra de que eu caminho do lado correto da história, dos que defendem a democracia e lutam pelo seu povo, apesar das adversidades.
Tive a vida devassada, fui acusado e atacado. E permaneci de cabeça em pé enfrentando os detratores e lutando por um Brasil e por um Amazonas melhor. Assim permanecerei.”
Para Randolfe Rodrigues, a PF deve continuar com as investigações, ele espera que os casos comprovados sejam punidos.
“A democracia esteve não apenas sob ameaça, mas o aparelho do Estado foi utilizado para monitorar cidadãos e intimidar cidadãos. Estamos diante do que considero o mais grave crime contra as instituições democráticas brasileiras,” pontuou.
O senador Renan Calheiros também se pronunciou a respeito da suposta investigação ilegal. No Instagram, Calheiros frisou que lamenta e repudia a ação.
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