Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Ainda magoado, Bi Garcia teria rejeitado recursos do governo Wilson Lima

Em áudios divulgados na mídia local e atribuídos ao prefeito de Parintins, Bi teria recusado investimento a um tradicional evento no município.

Bi Garcia (Foto: Reprodução/Facebook)

Manaus (AM) – Ainda magoado desde o racha no início do ano, quando deixou o União Brasil, o prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSD), teria rejeitado recursos ao Festival da Comunidade Mocambo, que seriam enviados ao município pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (UB).

Em áudios divulgados na mídia local, o prefeito tenta boicotar a liberação de R$ 300 mil, que foram recebidos pela Associação das Tradições Culturais do Mocambo do Arari (Atracamar), apesar da recusa.

Bi Garcia teria repassado ao evento apenas 8,33% deste valor, o equivalente a R$ 25 mil.

No áudio, gravado no último dia 17 de julho, durante um encontro com dirigentes de associações culturais de Parintins, o chefe do Executivo municipal chega a ameaçar os ativistas. “Isso vai virar um pé de guerra, da minha parte não tem acordo. Não vou aceitar esse tipo de coisa”, diz.

Na mesma gravação, o atual prefeito de Parintins alega que a realização do evento é de responsabilidade da prefeitura e o apoio estadual é um “jogo político” ao qual membros de associações estão “cedendo”. “Eu sou o prefeito da cidade, e eu não aceito esse tipo de traição”, declarou o político na ocasião.

Racha

Bi Garcia deixou o União Brasil no início do ano após Wilson Lima tirar o comando da sigla em Parintins de suas mãos e passar a vereadora Brena Dianná, que além de principal opositora, é pré-candidata à prefeitura da cidade.

No município, o prefeito, que não pode se reeleger, apoia o pré-candidato do PSD, vereador Mateus Assayag, para disputar as eleições municipais.

Já o governador tem como pré-candidata a vereadora. A dupla disputa a preferência do eleitorado em Parintins, segundo pesquisas eleitorais. Entretanto, Brena Dianná é a favorita para assumir a prefeitura do município em 2025, segundo as sondagens de intenções de voto.

 

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