Manaus, 7 de julho de 2026
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Os desafios da educação no ensino superior para um aluno hiperconectado

Os desafios da educação no ensino superior para um aluno hiperconectado

(Foto: Nick Morrison / Unsplash)

*Giovanni Cesar

Como está o seu tempo de concentração em atividades que não envolvem celular ou computador? Hoje, vivemos em um mundo onde a tecnologia está em tudo, o tempo todo. Ensinar um aluno hiperconectado apresenta desafios crescentes, especialmente no ensino superior, que enfrenta uma crise e exige reavaliação dos métodos pedagógicos, e uma profunda transformação na forma de aprender.

As faculdades têm encontrado cada vez mais dificuldade em manter os alunos. Um levantamento recente revela que a evasão universitária no Brasil chegou a 57,2% entre redes públicas, privadas, ensino presencial e a distância (EaD), segundo o Instituto Semesp. O aumento do abandono e a diminuição das matrículas destacam que o sistema universitário está em crise. Isso não é só um problema de manter os alunos, mas também de como o ensino está desatualizado para atender às necessidades dos estudantes de hoje.

Com a internet ao alcance das mãos, os jovens têm acesso a recursos educativos online, muitas vezes mais práticos e interessantes que as aulas tradicionais. O modelo atual, com aulas teóricas longas e presenciais, está ultrapassado. Hoje, poucas pessoas têm paciência para ficar horas na sala de aula, ouvindo um professor.

A educação superior precisa se adaptar à realidade de hoje. As universidades devem engajar os alunos de forma prática, como, por exemplo, transformar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em algo que realmente aplique o que foi aprendido, em vez de uma monografia que pode ser feita em minutos com a ajuda da inteligência artificial.

Essa mudança não é apenas uma modernização, é uma questão de sobrevivência do sistema educacional. O Brasil, representado principalmente pela Universidade de São Paulo (USP), ocupa a 92ª posição no QS World University Rankings de 2024, que avalia universidades de todo o mundo. Esse resultado, com a USP sendo a melhor colocada do país, mostra que nosso sistema educacional precisa melhorar significativamente.

Uma das soluções para essa crise é adotar metodologias ativas de ensino, que incentivem os estudantes a usar o conhecimento em situações reais. Isso, sem dúvidas, torna a educação mais interessante e os prepara para os desafios do mercado de trabalho. Implementar novas tecnologias e se adaptar ao perfil do estudante de hoje, que vive conectado, não é mais uma opção. Muitas instituições que ainda utilizam as mesmas ferramentas de 20 anos atrás correm o risco de se tornarem irrelevantes. Com essas técnicas, as faculdades podem aumentar a retenção, melhorar o aproveitamento e garantir que a educação superior no Brasil continue pertinente.

Diante desse cenário, é evidente que o sistema educacional brasileiro precisa urgente de uma mudança. Transformar o ambiente acadêmico em um espaço onde teoria e prática se encontram, com aprendizado dinâmico e o aluno no centro, não é mais uma escolha, mas sim uma necessidade. Mais do que nunca, a educação superior precisa olhar para o futuro, se adaptar e inovar. As escolhas que fazemos hoje vão definir não apenas o amanhã da educação do país, mas o destino de toda uma geração.

 

(*) Mestre em Direito e advogado trabalhista

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