(Foto: Divulgação/CMM/Reprodução/@joanadarcam)
Manaus (AM) – O vereador Raulzinho (MDB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta quarta-feira (28) para comentar o episódio ocorrido na quarta-feira (27) entre a deputada estadual Joana Darc (União Brasil), o seu marido e candidato a vereador, Aldenor Lima, e um morador do bairro Cidade Nova, zona Norte da capital.
Segundo Raulzinho, a dupla foi até o local registrar o atropelamento de um cachorro por uma equipe que realizava obras de asfaltamento no bairro, com o intuito de “lacrar”.
“A minha vinda na tribuna no dia de hoje é para falar sobre um ocorrido na tarde de ontem, no núcleo 23, onde uma deputada e um pré-candidato a vereador estiveram lá, no meu entendimento, para lacrar. Quem não tem trabalho, busca lacração”, iniciou o parlamentar.
O vereador, que disse que também é envolvido com a causa animal, classificou o ocorrido como fatalidade. Segundo ele, ao invés de a deputada realizar os procedimentos “corretos”, ela preferiu fazer live.
Rualzinho destacou que Joana, na condição de deputada, deveria ter ligado para a delegacia de Meio Ambiente e que a mulher acusada de atropelar o animal deveria ser ouvida. Ele acrescentou ainda que a trabalhadora deve ser inocentada por se tratar de um acidente de trabalho.
Para Raulzinho, faltou atenção à trabalhadora, que, segundo ele, precisará de terapia por conta do ocorrido.
Especificamente na situação que envolve o morador, que também é líder comunitário, o parlamentar alega que ele foi surpreendido com as agressões sofridas no “calor das discussões”.
“Tinham pessoas militantes de outros políticos, o que é normal no período eleitoral e foram alguns incentivados no momento dos ânimos do seu Aldenor gritando, chamando o pessoal de assassino, que partiram para a agressão. Imagina um animal morto, um líder comunitário sendo espancado na frente de um candidato a vereador e na frente de uma deputada. O que tem que fazer esse ente público, se um deputado tem segurança? Era chegar com a segurança e impedir aquilo, isso não pode acontecer, isso é um linchamento, mas não, continuaram a lacração”, disse Raulzinho.
O vereador do MDB também respondeu à deputada, que alegou que o líder comunitário é assessor de Raulzinho, e esclareceu que o morador já foi seu colaborador, mas hoje é apenas um apoiador militante.
Confusão
Um vídeo, que circulou nas redes sociais ontem (27), mostra uma confusão envolvendo a deputada, seu marido e o líder comunitário. O incidente envolveu agressão física, conforme registrado nas imagens.
No vídeo, é possível ouvir que a discussão teria começado após o atropelamento do animal. Na ocasião, o homem criticava a presença da deputada e de seu marido no local, insinuando que ambos estariam ali apenas por interesses políticos.
“Hoje eu estou aqui com o show da Joana Darc. O líder comunitário do 23 nunca nem vi. Joana Darc está aqui, quatro anos e ela vem aparecer aqui agora com o marido dela, candidato [a vereador], nunca nem vi no 23”, diz o morador.
Já a deputada rebateu a crítica demonstrando preocupação com a morte do animal e insinuou que o interesse do líder comunitário era apenas defender o parlamentar responsável pela indicação da obra no local. “Foi atropelado um animal e ele está defendendo o vereador que está asfaltando aqui”, argumenta Joana Darc no episódio.
Acusação
Mais tarde, a deputada estadual foi às redes sociais e, como resposta à repercussão do episódio, acusou o líder comunitário de “abusar e estuprar” a própria filha.
“O tal líder comunitário que está causando nas redes sociais e que disse que “era só um cachorro, não sei porque tanta revolta”, É UM ABUSADOR DE CRIANÇAS, ESTUPROU A PRÓPRIA FILHA E JÁ TEM PROCESSO! A imprensa vai dar voz a isso também? E aí Luan Patrono, algo a dizer? Vereador @vereador_raulzinho é com essas pessoas que você trabalha?”, escreveu Joana Darc em uma publicação no seu perfil no Instagram.
Ainda durante o discurso na CMM, Raulziho repudiou a ação da parlamentar em expor o processo, que corre em segredo de Justiça, com o nome do comunitário. Ele alegou que o objetivo do casal é criar uma “cortina de fumaça” para não mostrar os trabalhos de Joana, que “só acontecem a cada quatro anos”, e que, além das agressões físicas, a ideia é promover um “linchamento virtual” do popular.
Resposta
O Portal AM1 entrou em contato com a deputada, via assessoria, para questionar Joana Darc a respeito da fala do vereador. Em nota enviada por sua equipe, a deputada rebateu o parlamentar, indagando sobre quais medidas Raulzinho irá tomar com relação à denúncia contra o seu apoiador.
“Em respostas às acusações do vereador de Manaus Raulzinho (MDB), a deputada estadual Joana Darc (UB) tem um questionamento a fazer para o parlamentar: O vereador Raulzinho não vai denunciar o que o ‘militante’ do mandato dele fez com as crianças? Ele vai agir em defesa dessas crianças abusadas?”, diz o texto.
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