(Foto: Rebeca Peixoto/Portal AM1)
Manaus (AM) – Na edição desta quarta-feira (28), o Programa Cenário Político, do Portal AM1, conversou com o candidato a prefeito de Manaus, Gilberto Vasconcelos (PSTU), que apresentou as suas propostas para o eleitor manauara. Vasconcelos afirmou que uma das suas prioridades para a capital do Amazonas é trazer melhorias na mobilidade urbana.
De acordo com Gilberto, oferecer um serviço de qualidade para a população, como o conforto, vai fazer com que as pessoas optem por utilizar o transporte público e consequentemente, diminuir o fluxo de automóveis nas avenidas de Manaus, ou seja, com poucos carros trafegando haverá mais velocidade no trânsito.
Ele também mencionou que, consta no seu plano de governo discutir a implantação do “Metrô de Superfície”, que se refere a um sistema de transporte público que opera ao nível do solo ou em vias elevadas, em vez de subterrâneo.
Diferente dos metrôs tradicionais, ele circula em superfícies compartilhadas ou exclusivas e é uma solução mais econômica e rápida de implementar em áreas urbanas. Esse tipo de metrô é usado em cidades onde escavar túneis não é viável ou necessário.
‘É mais fácil bater do que educar’
Quando questionado pelo jornalista e editor-chefe do Portal AM1, Isac Sharlon, sobre segurança pública, o candidato diz acreditar que armar a Guarda Municipal é uma forma de agir contra a periferia e de reprimir a população. Ele criticou, inclusive, pelos menos três candidatos que usam o discurso para ganhar a confiança do eleitor.
“Pelo menos três candidatos defendem a ampliação da violência por meio da ampliação e do armamento da Guarda Municipal. Estão dizendo em outras palavras que é preciso mais gente armada para reprimir violentamente, se [a pessoa] tiver algum tipo de reação. ‘É mais fácil bater do que educar? Eu vejo dessa forma”, afirma.
Vasconcelos também opinou sobre a atuação dos senadores do Amazonas em Brasília, e ao que parece, Omar Aziz, Plínio Valério e Eduardo Braga não estão agradando às expectativas do candidato.
Plínio Valério, por exemplo, na concepção de Vasconcelos, é uma vergonha para o Amazonas, pelo fato de ser bolsonarista e atuar, segundo ele, contra as pessoas em suas decisões no Senado Federal.
“Como senador da ultra direita ele tem tomado muitas posições contra as pessoas, contra o emprego, contra a vacinação e é um bolsonarista que apoia a implantação d eu sistema autoritário, que retém a população pobre, principalmente. Então, eu acho o Plínio Valério desnecessário”, enfatizou.
O candidato a prefeito também expôs o seu descontentamento com os rivais que enfrentará nas urnas no mês de outubro. Entre eles, Capitão Alberto Neto (PL), que se autodenomina único representante da direita e do bolsonarismo em Manaus. “Esse cidadão diz que via contratar mil guarda municipais e vai armá-los. Ele só faltou dizer: eu vou exigir que matem tantos por dia”, só faltou isso. Então, a forma que ele está apresentando é uma forma de violência”.
‘Ele representa as oligarquias’
Para o professor da rede pública de ensino, um dos seus adversários está na corrida eleitoral representando as oligarquias da cidade de Manaus: o deputado federal Amom Mandel (Cidadania).
Conforme Gilberto, Amom não tem um plano para gerar emprego para a juventude, já que defende o trabalho voluntário de todos.
“Agora imagina uma pessoa da periferia que luta todos os dias pela sua alimentação e vai trabalhar de voluntário, vai passar o tempo trabalhando e não vai receber nada? […] Sem falar, também, que ele é empresário que tem u estacionamento aqui em Manaus e tem uma empresa de tecnologia em São Paulo. O capital dessa empresa dele na Avenida Paulista é de 10 mil reais. Eu conheço a Avenida Paulista e dez mil reais você não paga um aluguel de um espaço de uma empresa. E uma empresa que tem treze finalidades. Ou é uma empresa que ele ainda está construindo ainda, só está pagando aluguel nesse valor e não tem funcionário nenhum, ou então, todo mundo que trabalha pra ele é voluntário”, argumenta.
“Por quê que ele vai gerar emprego lá em são Paulo e não vem em Manaus, que temo terceiro pior índice de desemprego do país?”, completou Gilberto.
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