(Foto: Reprodução/YouTube)
Manaus (AM) – Após fugir de sabatina com grupo de jornalistas na semana passada e ser criticado pelos profissionais, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), concedeu entrevista à Band News Difusora nesta segunda-feira (2) e explicou o motivo de ter arquivado uma representação com pedido de impeachment contra a deputada estadual Joana Darc (UB) em 2020.
Na entrevista, o deputado, que na época compunha o PV, foi questionado sobre a acusação feita por Joana Darc, à época, de comprar por R$ 200 mil os votos da maioria dos parlamentares para assumir o comando da Aleam no biênio 2021-2022. Após as acusações, um processo de apuração por “ato incompatível com o decoro parlamentar” foi aberto na Casa contra a deputada estadual, que pertencia até então ao PL.
“É boa a pergunta para a gente esclarecer esse fato aí que com certeza a população de Manaus quer saber. Eu fui eleito em 2020, com 16 votos, naquela eleição dura do dia 3 de dezembro e com certeza, naquele momento, a deputada estava exaltada, passando por um momento muito crítico. Nós fomos eleitos e, no momento em que tomei posse, logo após, a deputada foi lá e se retratou, pediu desculpas a todos os deputados, falou que estava num momento muito ruim e não era o que ela queria falar. Naturalmente, que alguns deputados entraram com pedido de impeachment dela, mas pelo fato dela ter se retratado publicamente, nós definimos arquivar o processo porque aquilo foi uma inverdade”, disse.
Na ocasião, Roberto Cidade ainda acrescentou que hoje tem boa relação com Joana Darc, principalmente pelo fato de estarem no mesmo partido, o União, e que inclusive pretendem eleger vereador de Manaus mais um membro da sigla nas eleições municipais deste ano, Aldenor Lima, marido de Joana.
O caso
Em dezembro de 2020, durante sessão da Assembleia Legislativa, Joana Darc declarou que “Roberto Cidade foi atrás de comprar votos dos colegas deputados estaduais. E eu digo o valor, porque ele não chegou a falar comigo, mas aqui todo mundo fica sabendo das coisas. O voto era R$ 200 mil”, disparou.
Com isso, parlamentares repudiaram as acusações e pediram abertura de investigação contra a deputada estadual.
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