(Foto: Reprodução/YouTube)
Manaus (AM) – O candidato a prefeito de Manaus Gilberto Vasconcelos (PSTU) foi sabatinado pelo grupo G6/ (sites que cobrem política local) nesta terça-feira (3) e, entre outros assuntos, abordou a questão do crescimento da extrema-direita no Brasil.
Com uma proposta socialista para a cidade, para enfrentar os “interesses de ricos e poderosos”, o professor, que tem perfil radical, culpou a esquerda pelo avanço da extrema-direita no Brasil. Segundo Vasconcelos, a esquerda “traiu” a classe dos trabalhadores.
“A traição da esquerda, eu não tenho outra palavra. A esquerda para representar corretamente a classe trabalhadora, da maneira como ela é, tem que ser coerente, ela tem que ser democrática, os trabalhadores não mandam no seu organismo de luta, que é o sindicato, poucos, raros são os sindicatos em que a classe trabalhadora chega lá e diz: eu queto conversar com o presidente. Marca a audiência e nunca conversa”, criticou o militante.
Para o militante defensor da classe dos trabalhadores, o sindicato, no contexto da atual esquerda no Brasil, perdeu a função e, segundo ele, os espaços deveriam organizar pessoas de todas as cores, credos e ideologias para ser democrático e respeitar todos os direitos.
Entretanto, Gilberto Vasconcelos avalia que o país vive uma fase “regressiva”, onde qualquer reivindicação sindical se choca diretamente com o poder, o que exige que sindicatos atuem de maneira abrangente, pensando sobre o sistema e não apenas em uma categoria específica.
Insistência
Gilberto Vasconcelos, que tenta pela segunda vez disputar o comando da Prefeitura de Manaus, a primeira foi em 2020, quando ele registrou 0,08% (742) na apuração dos votos na cidade, na atual campanha eleitoral não chega a 1% das intensões de voto, conforme pesquisas divulgadas na capital amazonense.
Na entrevista, ele foi questionado sobre o porquê da insistência em manter a candidatura mesmo sabendo que “não vai ganhar”, como apontou por um dos jornalistas que participaram da sabatina.
Como resposta, Gilberto destacou que o fato de ter menos de 1% nas pesquisas eleitorais e ser sabatinado pelo grupo já representa um ato democrático e alegou que o PSTU é um partido desconhecido por sofrer censura.
“Eu queria começar dizendo que existe uma censura legal feita pelo Congresso Nacional que impossibilita partidos, como PSTU, de aparecer e serem conhecidos, tanto na questão da propaganda gratuita de rádio e televisão, como das inserções. Então, existe uma tentativa de fazer com que desapareçam os partidos que têm uma ideologia forte e que tentam mudar o sistema”, defendeu o candidato.
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