(Foto: Reprodução/ Redes Sociais/ Rádio Rio Mar/ Divulgação/ Arsepam)
Manaus (AM) – Durante entrevista para uma rádio local, nessa quarta-feira (4), o prefeito de Manaus David Almeida (Avante), afirmou que o projeto de retirada da Rodoviária da avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul, para a zona Norte da cidade enfrenta resistência de trabalhadores, políticos e da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM).
Segundo o chefe do Executivo municipal, a transferência permitiria o alargamento da via e a melhoraria a fluidez no trânsito, principalmente no cruzamento com a avenida Mário Ypiranga, sentido centro-bairro, uma área de intenso congestionamento.
O prefeito frisou que por conta da não realocação da Rodoviária de Manaus, a prefeitura não conseguiu fazer o alargamento das pistas da Djalma Batista e Mario Ipiranga, e que, todas às vezes que o município tenta intervir, os deputados e a Defensoria Pública embargam o início das obras.
“Todo mundo quer que tire o problema daquele gargalo de quem vem da avenida Djalma Batista com a avenida Recife. São seis pistas que viram três. Mas aí quando a prefeitura vai mexer, vem um aqui, vem outro dali, faz outro movimento para cá, vem a Defensoria, vem deputados”, afirmou David.
“Não é tarefa das mais fáceis, mas a solução é essa: é nós alargamos aquele local e tirarmos a rodoviária daquele lugar, porque ali vai dar mais fluidez na área centro-sul da cidade de Manaus, que tem um dos maiores gargalos do trânsito da nossa cidade. Não é tarefa das mais fáceis, mas, para o bem da cidade de Manaus, a rodoviária não pode ficar ali”, destacou o prefeito.
A resistência se dá principalmente pela oposição de grupos afetados e pela DPE-AM, que judicializou a questão. David reforçou que a mudança, apesar de gerar descontentamento, visa o bem da cidade e a melhoria da infraestrutura urbana.
Para onde seria transferida a rodoviária?
A proposta da prefeitura é transferir a rodoviária para a zona Norte de Manaus, no terminal de integração T6, localizado na entrada do residencial Viver Melhor. O terminal foi construído em gestões anteriores, mas nunca entrou em operação.
Para adaptar o espaço como rodoviária, a prefeitura anunciou, em 2023, que investiria R$ 13,6 milhões, complementando os R$ 16 milhões já gastos na obra. A Prefeitura de Manaus até se reuniu com os permissionários para ouvir suas opiniões, mas alguns reclamaram da distância que teriam de fazer para chegar ao novo endereço, além, de outros problemas que enfrentariam.
Uma das questões levantadas por eles também é referente à segurança pública, já que a região do Viver Melhor é conhecida como área vermelha, dominada pelo tráfico de drogas.
A Defensoria Pública do Estado ajuizou uma ação civil para impedir a transferência, alegando falta de consulta à comunidade impactada. No entanto, a Justiça rejeitou o pedido e os recursos apresentados pelo órgão.
David Almeida concluiu que, apesar dos imbróglios e das disputas judiciais, o alargamento da avenida e a relocação da rodoviária são fundamentais para solucionar os problemas de mobilidade urbana na região.
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