(Foto: Emília Picanço/Portal AM1)
Manaus (AM) – A reunião do Grupo de Trabalho de Pesquisa e Inovação do G20 terminou com uma mobilização de lideranças indígenas e organizações da sociedade civil, cobrando ações para uma transição energética justa e justiça climática nesta quinta-feira (19). As discussões do grupo incluíram temas como descarbonização, crise climática e inovação sustentável na Amazônia. A manifestação ocorreu em frente ao Centro de Convenções Vasco Vasques, localizado no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.
“Energia por G20, fumaça para o povo” foi um dos principais brados ecoados pelos manifestantes que cobravam ações emergenciais para combate às queimadas e contenção da fumaça que encobre a capital amazonense e o estado do Amazonas.
Ao Portal AM1, o secretário executivo da Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Apiam), Eliomar Tukano, afirmou que essas reivindicações partem do pressuposto de que eles não são ouvidos nos debate organizados pelo G20.
“Essa mobilização é muito importante, porque ela visa apresentar esse cenário de impacto ambiental, cultural, sobretudo, apresentar também essa emergência climática, sobretudo, desse impacto da estiagem e começar também a dar uma visibilidade que nós, povos indígenas, a gente não é convidado, a gente não é ouvido nessas principais incidências do G20. Então, a gente questiona. Energia limpa para quem? Até porque está vivenciando e sendo sufocado pela fumaça”, declarou Eliomar.
Além da presença do secretário, a ativista e candidata a vereadora de Manaus, Vanda Witoto (Rede), também esteve presente na mobilização e conversou com o Portal AM1 sobre as suas principais demandas.
“Nesse momento, nós estamos sufocadas nessa cidade e a gente não tem um plano efetivo por parte dessas autoridades para, como nossos corpos, que são impactados por essa mudança, pela seca, pela fome, vamos enfrentar esse calor e essa seca extrema aqui”, defendeu Vanda.
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