Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Destroços de navios antigos vêm à tona com a seca dos rios no Amazonas

No rio Madeira, por exemplo, a seca que afeta todos os municípios do Amazonas revelou um navio que naufragou há mais de 100 anos.

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(Foto: Reprodução) 

Manaus (AM) – A seca dos rios que afeta o Amazonas e fez com que o governo assinasse decreto de emergência para todos os municípios do estado revela também períodos históricos da região. Exemplo disso são os destroços de um navio que naufragou há cerca de 100 anos e emergiu após descida das águas do rio Madeira.

Nas redes sociais, moradores compartilham imagens das embarcações e dizem que os destroços nunca foram vistos como na atual estiagem. Além disso, os populares se ariscam, conforme essas mesmas publicações, para tentar resgatar partes do navio, que submergiu após se chocar com o pedral da região de Marmelos, no sul do Amazonas, nos municípios de Humaitá e Manicoré.

Ruínas

Outro fato observável no período de seca são as ruínas do Forte São Francisco Xavier de Tabatinga, que reapareceram com o baixo nível das águas dos rios. A severa seca que afeta a região do Alto Solimões este ano revelou o tesouro arqueológico do Amazonas.

Localizado na margem esquerda do rio, próximo ao terminal hidroviário da cidade, o forte, construído no século XVIII, foi fundamental para o controle português da região, em meio à disputa territorial com a Espanha.

O forte, que teve um papel estratégico na defesa contra as incursões espanholas, esteve submerso, mas com o recuo das águas, suas ruínas tornaram-se visíveis novamente. Em 30 de agosto, o rio já registrava a menor profundidade já registrada, marcando -0,94 metro, o que representa a maior seca em 40 anos.

Apesar de submerso desde 1932, o Forte São Francisco Xavier permanece como símbolo de resistência, estando inscrito no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Seca

O último boletim sobre a estiagem no Amazonas, divulgado pela Defesa Civil nesta segunda-feira (30), mostra que a seca histórica já afeta 747.642 pessoas em todo o estado.

A Defesa Civil também contabiliza 186 mil famílias impactadas neste ano, o que ultrapassa a marca de 2023, quando cerca de 633 mil pessoas de 158 mil famílias foram afetadas.

A estiagem deixou todas as calhas dos rios do estado em situação crítica. Em Manaus, o rio Negro está prestes a atingir o nível de seca do ano passado, quando o rio alcançou o menor nível registrado em mais de 120 anos:  12,70 metros.

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