Veja quem destinou mais emendas ao Amazonas - Fotos (Pedro França/Jefferson Rudy/Agência Senado)
Brasília (DF) – Os senadores que representam o Amazonas no Congresso Nacional destinaram, juntos, quase R$ 200 milhões em emendas parlamentares individuais ao estado. A maioria foi enviada para as áreas de saúde e educação, segundo análise do Portal AM1, a partir dos dados que constam no Portal da Transparência.
Enquanto o estado enfrenta grandes desafios como a escassez e a seca, o senador Omar Aziz (PSD) – apesar de ser um dos nomes cotados para concorrer ao cargo de governador nas eleições de 2026 – foi o que menos destinou recurso por meio de emendas ao Amazonas.
Além disso, uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o envio de emendas em todo o país, prejudicando ainda mais a situação dos serviços essenciais no estado.
Os valores destinados por cada senador ao Amazonas foram os seguintes:
Aziz enviou ao Amazonas cerca de R$ 60 milhões divididos em oito emendas, 50% delas estão destinadas à saúde.
Entre as emendas empenhadas, está a compra de um equipamento de ultrassom para uso oftalmológico no valor de R$ 114.650,00.
Em contrapartida, Eduardo Braga (MDB) lidera o ranking de envio de verbas. Mais de R$ 67 milhões foi destinado ao programa do Ministério da Saúde voltado à reestruturação do sistema de saúde do Amazonas.
No ministério da Educação, Braga possui o empenho de R$ 129 mil reais para a compra de ar-condicionado destinado à unidade de Humaitá da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Emenda parlamentar empenhada Eduardo Braga – Foto: (Reprodução/Portal da Transparência)
Já o senador Plínio Valério (PSDB) possui cinco emendas empenhadas, entre elas, está a compra de uma caminhonete 4×4 com cabine dupla para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os R$ 200 mil reais estão empenhados no ministério da Justiça e Segurança Pública.

Emenda parlamentar empenhada Plínio Valério – Foto: (Reprodução /Portal da Transparência)
Confira a divisão das emendas por senador:
- Eduardo Braga (MDB): R$ 67.289.036,08, divididos em 2 emendas;
- Plínio Valério (PSDB): R$ 65.209.550,01, distribuídos em 10 emendas;
- Omar Aziz (PSD): R$ 60.804.284,62, divididos em 8 emendas.
Segundo o cientista político Alexandre Rocha, para que o pagamento das emendas seja realizado, além de seguir o cronograma da União, depende da articulação política do parlamentar: “quem possui mais influência sobre o Congresso consegue mais recursos”.
“As emendas parlamentares fazem parte do jogo político, parlamentares que tem mais influência, mais acesso às instâncias da casa, mais apoios de outros parlamentares, têm mais êxito em conquistar espaço e assim também têm emendas aprovadas”, disse Rocha.
Entenda a suspensão das emendas
Dino suspendeu as emendas impositivas enviadas por deputados e senadores em agosto, a motivação seria a falta de transparência e rastreabilidade do dinheiro.
A Corte apoiou o ministro de forma unânime.
As emendas suspensas possuem a modalidade de “transferência especial”, ou seja, Pix, enviada diretamente aos estados ou municípios.
No caso do Amazonas, a decisão afeta diretamente os serviços essenciais, como saúde, segurança e educação.
Cerca de 60% das emendas destinadas para a saúde estão travadas pela suspensão do ministro.
Segundo o Portal da Transparência, o recurso seria usado para assistência hospitalar e ambulatorial, além da atenção primária.
Veja alguns dos municípios que seriam beneficiados com a liberação das emendas:
- Urucará – R$ 600.000,00;
- Canutama R$ 500.000,00;
- Japurá R$ 1.000.000,00;
- Coari R$ R$ 1.000.000,00;
- Santo Antônio do Içá R$ 1.000.000,00;
- Manacapuru R$ 5.034.850,00;
- Carauari R$ 2.000.000,00;
- Iranduba R$ 1.000.000,00;
- Caapiranga R$ 1.000.000,00;
- Tonantins R$ 500.000,00;
- Rio Preto R$ 1.000.000,00;
- Manicoré R$ 1.000.000,00;
Dino determinou que o Congresso Nacional apresente um plano que garanta transparência, publicidade e rastreabilidade das emendas Pix. O texto deveria ser entregue até o dia 10 de setembro, mas o prazo não foi cumprido.
Na próxima segunda-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com os ministros para a tradicional reunião ministerial, uma das pautas que serão abordadas pela equipe é o impacto causado pela suspensão das emendas.
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