(Foto: Divulgação/TSE)
Manaus (AM) – No Amazonas, o PT, partido do presidente Lula, e o PL, sigla que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiram eleger dois prefeitos cada nas eleições municipais de 2024.
Em uma eleição marcada por dificuldades por conta do período de seca, os partidos tiveram resultados favoráveis em Lábrea, com a eleição Gerlando Lopes, eleito com 51,27% dos votos, Presidente Figueiredo, onde Fernando Vieira (PL) obteve 48,71% dos votos, São Gabriel da Cachoeira, que viu ‘Egmar Curubinha’ vencer a disputa com 47,15% e em Urucurituba, onde Leôncio Tundis foi eleito com 70,90% dos votos.
Gerlando é candidato de primeiro mandato. Vieira é ex-prefeito de Presidente Figueiredo e, desde 2020, tentava retornar ao comando da prefeitura.
Já os eleitos pelo PT, Egmar Curubinha, que também é candidato de primeiro mandato, é sobrinho do atual prefeito de São Gabriel, Clóvis Curubão, e Leôncio Tundis, que em 2020 venceu a eleição para o cargo de vice-prefeito de Urucurituba, assume a prefeitura em 2025 após resultados das urnas de mais de 70% dos votos válidos.
2020
Em comparação com as eleições municipais de 2020, os dois partidos, que no geral protagonizam embate político, tiveram resultados semelhantes, uma vez que naquela eleição Envia elegeu Ruan Mattos (40,43% dos votos) e Fonte Boa Biquinho, com 41,92%, ambos pelo PL.
Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores em 2020 obteve êxito nas urnas em São Gabriel da Cachoeira, com a eleição de Clóvis Curubão (50,36%), e em Urucurituba, onde Sabugo saiu vitorioso no pleito com 80,23% dos votos.
Outras siglas
Ao todo os 61 municípios do interior do Amazonas conheceram seus novos prefeitos neste domingo (6). Com 24 prefeitos, o União Brasil foi o partido com maior número de eleitos. Em seguida aparecem o MDB, com 12 prefeitos eleitos, e o Republicanos com oito eleitos.
Estiagem
As eleições de 2024, além de toda a dificuldade de um pleito no Amazonas, apresentam um desafio extra no Amazonas, a estiagem provocada pela vazante dos rios, que afeta todos os municípios do interior do estado.
Conforme a Defesa Civil, as projeções apontam para uma vazante superior à presenciada em 2023, considerada histórica.
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