Bancos estão atuando em colaboração com a Polícia Federal e o Banco Central para reforçar a segurança e evitar irregularidades. (Foto: Divulgação/PF)
Manaus (AM) – O estado do Amazonas ocupa o 12º lugar no ranking nacional de inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) para investigar casos de compra de votos no primeiro turno das eleições municipais deste ano. Com 13 inquéritos em andamento, o Amazonas segue atrás de estados como Rio de Janeiro (54), Ceará (40) e Roraima (39), que lideram a lista.
Às vésperas da votação no primeiro turno, instituições financeiras relataram a movimentação de grandes quantias em espécie, o que gerou suspeitas de que poderiam ser usadas para práticas ilícitas, como a compra de votos. Parte dessas quantias foi apreendida e investigações foram iniciadas para determinar o destino dos recursos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em comunicado oficial, destacou a importância de continuar monitorando e adotando medidas preventivas contra o uso indevido de saques de dinheiro, especialmente com a aproximação do segundo turno, marcado para o dia 27 de outubro. Segundo a entidade, os bancos estão atuando em colaboração com a Polícia Federal e o Banco Central para reforçar a segurança e evitar irregularidades.
No cenário nacional, o Rio de Janeiro é o estado com o maior número de investigações, com 54 inquéritos, seguido por Ceará, Roraima, Paraná (36) e Rio Grande do Sul (31). Entre os estados com menor incidência de investigações estão Minas Gerais (6), Rio Grande do Norte (6), Mato Grosso (5) e Roraima, que, apesar de estar entre os líderes no total de casos, também registra cinco inquéritos isolados relacionados à compra de votos.
Além disso, a Febraban informou que novas medidas serão implementadas para monitorar movimentações financeiras suspeitas durante o segundo turno das eleições. A intenção é conter o uso indevido de recursos em espécie, garantindo a lisura do processo eleitoral e combatendo a corrupção.
A Polícia Federal segue com os inquéritos em andamento, e novos desdobramentos podem surgir até o fim do processo eleitoral.
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