Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Operação do Ibama encontra 62 aves mortas, presas em redes, em Itacoatiara

Órgão conduziu a operação 'Safari Amazônico' com objetivo de combater crimes contra a fauna silvestre no Amazonas.

(Foto: Divulgação/IBAMA-AM)

Manaus (AM) – Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) no Amazonas encontraram 62 aves mortas, presas em redes, durante uma operação do órgão na comunidade Novo Remanso, no município de Itacoatiara (a 269 quilômetros de Manaus).

O órgão coordenou a operação “Safari Amazônico” entre os dias 14 e 16 de outubro, para combater crimes contra a fauna silvestre no estado.

A ação é resultado de denúncias de captura ilegal de aves silvestres. No local, foram encontradas redes de pesca instaladas ao redor de um imóvel rural, onde as aves foram encontradas.

Entre as espécies identificadas estavam curicas-verdes, maracanãs-do-buriti, maitacas roxas, periquitos, tucanos, araçaris, sanhaços, bem-te-vis e até morcegos.

Segundo o superintendente do Ibama-AM, Joel Araújo, a operação, de coordenação nacional, mirou alvos específicos. Ele também comentou a respeito do responsável por armar as redes para prender os animais, e fez um paralelo entre o caso e o episódio em que um homem aparece disparando fogos de artifício contra pássaros em uma plameira, no mesmo município.

“Nos atacamos alvos especificamente estudados e selecionados, inclusive, um deles com grande repercussão a nível nacional onde um senhor que lançava fogos de artifício sobre um local de abrigo de pássaros e outro caso em que um senhor estendia redes entre árvores e isso acabava prendendo papagaios. Ele tinha uma coleção de pássaros mortos. Então, o Ibama atuou sobre esse caso bizarro que aconteceu na cidade de Itacoatiara”, comentou.

As redes foram removidas e apreendidas para evitar novos incidentes. Um funcionário da propriedade relatou que as redes foram instaladas pelo proprietário, para proteger os frutos da palmeira açaí cultivada ali.

O homem foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, enquanto o proprietário foi multado em R$ 242.500,00 por matar espécimes da fauna silvestre, conforme o art. 24 do Decreto 6.514/2008, conforme o Ibama.

Apreensão de psitacideos

Na mesma ação, as equipes localizaram uma residência no bairro Japiim, já em Manaus, onde papagaios da várzea foram encontrados em situação de cativeiro ilegal e com as asas cortadas.

Os animais foram apreendidos e foi lavrado auto de infração equivalente a R$ 10.000,00, conforme o art. 24 do Decreto 6.514/2008, com posterior apuração quanto a crime de maus-tratos.

 Passeriformes e Psitacídeos

Em outro momento, foram apreendidas 9 aves mantidas em cativeiro sem autorização na cidade de Itacoatiara. Entre as aves estavam 6 passeriformes (curió, peito-roxo, sabiás-gonga, cardeal-da-amazônia e bem-te-vi) e 3 psitacídeos (periquito-santo). Na ocasião, A proprietária dos animais afirmou que adquiriu as aves de terceiros. Ela foi autuada e multada em R$ 18.000,00, conforme o art. 24, parágrafo 3, III, do Decreto 6.514/2008. As gaiolas utilizadas para manter os animais também foram apreendidas.

Fogos de Artifício

A operação também investigou denúncias sobre o uso de fogos de artifício para espantar aves abrigadas em uma palmeira em restaurante na orla de Itacoatiara.

O responsável pelo estabelecimento admitiu ter soltado os fogos, danificando o abrigo de 20 psitacídeos. A ação foi registrada em vídeo divulgado nas redes sociais. Conforme publicado pelo Portal AM1 neste domingo (20), o infrator foi multado em R$ 100.000,00.

Operação Safari Amazônico

A Operação Safari Amazônico, coordenada pelo Ibama em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental da PM, realizou ações de fiscalização e combate aos crimes ambientais no Amazonas. A operação teve como foco a proteção da fauna silvestre, resultando em apreensões e autuações significativas.

O Ibama avalia que a operação demonstra o compromisso da instituição e Polícia Ambiental em proteger a fauna silvestre e punir os responsáveis por crimes ambientais no Amazonas.

Segundo balanço divulgado, as ações resultaram em apreensões totalizam R$ 370.500,00, reforçando a importância da fiscalização e da preservação ambiental na região.

“A gente faz um alerta para toda sociedade de que atos de matança, perseguição de animais silvestres, de maus tratos a animais silvestres caracterizam crimes e infrações ambientais nas quais a pessoa pode ser levada, inclusive, a prisão e autuação e multa, bem como a apreensão de bens envolvidos na infração. É importante alertar também que o comércio de artesanatos feitos com parte de animais silvestres constitui crime”, concluiu Araujo.

Com informações da assessoria 

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