(Fotos:Roque de Sá/Marcos Oliveira/Agência Senado)
Manaus (AM) – Os três maiores colégios eleitorais do Amazonas serão comandados pelos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz a partir de 2025, pois na disputa eleitoral deste ano, o grupo político dos senadores saiu vencedor em 24 prefeituras, incluindo Manaus, Manacapuru e Parintins, que, juntos, representam quase 1,6 milhão de eleitores, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Hoje o Amazonas conta com 2.749.346 eleitores, portanto, aproximadamente 50,92% estará sob o comando dos senadores em 2025.
Manaus, capital do Amazonas e o maior colégio eleitoral, conta com 1,4 milhão de eleitores. Desse total, 54,59% votou em David Almeida (Avante), prefeito reeleito no último domingo (27). Isso não significa que todos os que votaram em David são eleitores de Braga e de Omar, mas é um número expressivo e fortalece os senadores e seus aliados para um possível cenário das Eleições de 2026.
O apoio de Braga e Aziz foi decisivo para Almeida, especialmente em sua disputa acirrada contra Capitão Alberto Neto (PL). Além de atuarem como uma ponte entre o Amazonas e o governo federal, os senadores impulsionaram Almeida até o segundo turno, onde saiu vitorioso, consolidando sua gestão na capital por mais quatro anos.
Vitórias no interior ampliam domínio do grupo político
Em Manacapuru, o segundo maior colégio eleitoral do estado, Valcileia Maciel (MDB) foi eleita com o apoio de Braga, alcançando 71,78% dos votos válidos entre os 79.352 eleitores. Atual vice-prefeita de Beto D’Ângelo, Valcileia, agora, assume a liderança do maior colégio eleitoral do interior amazonense.
O senador Omar Aziz saiu vitorioso em Parintins, onde seu candidato, Mateus Assayag (PSD), venceu com 49,89% dos votos válidos, superando a candidata de Wilson Lima (União Brasil), Brena Dianná. Com um eleitorado de 72.136 pessoas, Parintins representa um triunfo estratégico para Aziz, que amplia sua influência na região.
A derrota do União Brasil em Parintins respingou em Manaus, já que o candidato do governo estadual, Roberto Cidade (UB), também perdeu no primeiro turno após um escândalo de suposto favorecimento a Brena Dianná. Esse escândalo enfraqueceu o grupo de Lima no terceiro maior colégio eleitoral do estado, fortalecendo, assim, a influência dos senadores.
Alianças políticas podem favorecer futuros cenários eleitorais?
Sim, quando um grupo político conquista prefeituras em grandes colégios eleitorais, isso fortalece significativamente sua influência para as próximas eleições. Há vários fatores que contribuem para isso, como o acesso a uma grande base de eleitores, o que pode facilitar o apoio a candidatos do mesmo grupo político em eleições futuras.
Prefeitos em grandes colégios eleitorais podem atrair o apoio de vereadores, lideranças comunitárias e outros políticos locais. Esse apoio é crucial na construção de alianças estratégicas e na mobilização do eleitorado para apoiar candidatos do grupo político em outros cargos.
Esse cenário pode, por exemplo, beneficiar Aziz se ele decidir disputar o governo estadual em 2026, pois 1,6 milhão de eleitores dos três maiores colégios eleitorais estarão sob sua influência direta ou de aliados.
Eduardo Braga, por sua vez, terá duas opções: buscar a reeleição ao Senado Federal ou concorrer ao governo do estado. Em qualquer dos cenários, manter o apoio de seus aliados e de prefeitos em grandes municípios pode consolidar seu arco de alianças e trazer benefícios consideráveis.
O fortalecimento dos senadores em prefeituras estratégicas não só garante uma base política sólida, como também abre caminhos para disputas maiores, com potencial para ampliar o alcance e a influência de seus grupos políticos em todo o Amazonas.
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