Rio Negro - Foto: Emília Picanço/Portal AM1
Manaus (AM) – Após 11 dias de cheia, o Rio Negro voltou a registrar vazante e manteve o nível em 12,18 metros por cinco dias consecutivos.

Durante o período de cheia, a pesquisadora em geociências do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Jussara Cury, explicou à imprensa que a interrupção temporária da vazante não sinalizava o fim da seca, já que o período de chuvas ainda não havia começado de forma constante. Esse fenômeno, conhecido como “repiquete”, é caracterizado por variações no nível do rio.
“A princípio, essas subidas fazem parte desse processo desde a região a montante, onde ocorreram elevações há duas semanas. Agora, o Rio Negro está passando por uma diminuição na intensidade de descida, apresentando estabilidade e até pequenas elevações. Contudo, ainda não é o final da estiagem, pois é necessário que as chuvas sejam consistentes e distribuídas, tanto na região de cabeceira quanto na parte central da bacia e na região mais a jusante”, declarou a pesquisada do SGB na ocasião.
Durante essa elevação recente, o curso d’água que banha Manaus alcançou 12,50 metros. Com o retorno da vazante, o nível voltou aos 12,18 metros, ficando a apenas 7 cm da marca histórica da seca de 2024, a mais baixa registrada em mais de um século.
Conforme os modelos do Centro de Previsões Hidrometeorológicas norte-americano, as chuvas regulares só devem começar em novembro, quando o período chuvoso deve se consolidar na Bacia Amazônica. Dessa forma até a primeira semana de dezembro, a cota do Rio Negro não deve passar dos 16 metros.
LEIA MAIS:





