Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

Bolsonaro reconhece golpe de 1964, mas descarta tentativa em 2022

“O golpe de Estado não é o que o presidente quer. Ele tem que se articular com as Forças Armadas, com políticos, classe empresarial, como fizeram em 1964. Ter recurso, tropa nas ruas”, afirmou Bolsonaro.

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(Foto: Alan Santos/PR)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tentativa de golpe de Estado, reconheceu publicamente que o evento de 1964 no Brasil foi um golpe. A declaração foi feita ao UOL nesta quinta-feira (28).

“O golpe de Estado não é o que o ‘presidente’ quer. Ele tem que se articular com as Forças Armadas, com políticos, classe empresarial, como fizeram em 1964. Ter recurso, tropa nas ruas”, afirmou Bolsonaro em entrevista à coluna do veículo.

Essa foi a primeira vez que Bolsonaro utilizou o termo “golpe” para descrever a derrubada do então presidente João Goulart, que deu início ao regime militar no Brasil (1964-1985). Anteriormente, ele referia-se ao episódio como “revolução” ou um “ato institucional” do Congresso.

A declaração ocorre em meio a investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro e outros 36 indivíduos foram indiciados pela PF no dia 21 de novembro por suspeitas de crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe e organização criminosa.

Entre os investigados estão ex-ministros de seu governo, como Anderson Torres (Justiça), general Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Defesa); o ex-diretor da Abin e deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); e o ex-assessor presidencial Marcelo Câmara.

 

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