(Foto: Emília Picanço/Portal AM1)
Manaus (AM) – Assim como tem ocorrido nos últimos meses, Manaus começou o mês de dezembro sob uma densa camada de fumaça, registrada neste domingo (1).
Conforme o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), todas as regiões da capital amazonense monitoradas apresentam qualidade do ar variando entre os níveis “ruim” e “muito ruim”. Os bairros mais afetados, conforme os dados do sistema, são o Parque Dez de Novembro, com uma concentração de 93,2 µg/m³ de MP2.5, e a Cachoeirinha, com 95,6 µg/m³ de MP2.5.

(Foto: Reprodução/Selva)
Na região próxima ao Museu da Amazônia (Musa), no bairro Cidade de Deus, zona Leste de Manaus, a avenida Margarita está encoberta por fumaça ao longo de toda a sua extensão.
Nas redes sociais, moradores da capital amazonense têm relatado preocupação e desconforto com o intenso nível de fumaça e a baixa qualidade do ar na cidade.
“Impressionante como nós, manauaras, estamos nos “acostumando” com essa fumaça que assola Manaus”, escreve internauta.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Interior do Amazonas
Não é apenas Manaus que amanheceu neste domingo, início de dezembro, encoberta por fumaça. Nos municípios de Barreirinha e Parintins, a situação aparenta ser ainda mais grave que na capital amazonense.
De acordo com dados do aplicativo Selva, verificados às 8h55 pelo Portal AM1, Parintins e Barreirinha registraram uma qualidade do ar classificada como “ruim”, com uma concentração de 109,8 µg/m³ de MP2.5 e 110.5 µg/m³ de MP2.5, respectivamente. Confira os detalhes:

(Foto: Reprodução/Selva)
Capital
O problema das fumaças em Manaus começou em junho e chegou ao seu ápice nos meses de agosto e setembro. Em junho, o Selva já apontava uma degradação da qualidade do ar em diferentes zonas da capital.
Já no mês de agosto, Manaus foi encoberta por fumaça de incêndios florestais provocados na Amazônia. Nos meses de setembro e outubro, a fumaça encobriu a cidade devido às queimadas no Sul do Amazonas.
Em 2024, o Amazonas registrou o maior número de incêndios de uma série histórica, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O recorde anterior foi em 2022, com 21.217 focos.
Confira no vídeo:
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