Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Flávio Dino libera pagamento das emendas parlamentares

A decisão do ministro do STF vem após uma pressão do Congresso Nacional pontuando que os parlamentares já haviam aprovado regras mais duras aos envios.

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino em sessão plenária do STF - (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Brasília (DF) – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, liberou, nesta segunda-feira (2), o pagamento das emendas parlamentares suspensas desde agosto.

Após três meses, o magistrado, que pediu mais transparência aos parlamentares do Congresso Nacional, pontuou algumas questões na aprovação.

Segundo o documento, a destinação dos recursos deve ter as “digitais” do parlamentar que fez a indicação, ou seja, a proposta deve conter o autor da emenda.

Veja quais foram as determinações de Dino:

Emendas de relator ou “orçamento secreto” e de comissão: para liberação é preciso que o parlamentar faça a identificação, onde o Executivo deve analisar todas as situações.

Emendas PIX: Permitida desde que exista um plano de trabalho apresentado de forma prévia; para os projetos anteriores a 2025, Dino estabeleceu o prazo de 60 dias para a apresentação do documento;

Emendas de bancada: Os recursos devem ser destinados em conjunto, sem uma divisão de valores “rateio”. Uma auditoria deve ser realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) em outubro de 2025;

Emendas para ONGs: O montante pode ser liberado desde que haja publicação em sites. Caso isso não ocorra, é vedado o envio do recurso.

Emendas para Saúde: A liberação está condicionada a indicações técnicas de gestores federais, com a aprovação nas comissões bipartite e tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto também inclui a possibilidade do governo contingenciar recursos de emendas para cumprir a meta fiscal, porém, veta o bloqueio da verba.

A decisão do ministro do STF vem após uma pressão do Congresso Nacional pontuando que os parlamentares já haviam aprovado regras mais duras aos envios.

Com a liberação, os congressistas podem votar pautas caras ao governo federal.

Acesse a decisão aqui.

 

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