Deputado federal Sidney Leite (PSD- AM) - Foto: (Antônio Mendes/ Portal AM1)
Brasília (DF) – Nesta terça-feira (10), parlamentares da Região Norte se reuniram com militares do Exército Brasileiro para discutir formas de melhorar o monitoramento das fronteiras.
Na Região Norte, são 13 mil quilômetros de extensão que fazem fronteira com países como Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.
O coordenador da bancada do Norte, deputado federal Sidney Leite (PSD-AM), afirmou que existe uma grande necessidade de investimentos no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON).
“Temos algo que precisa da atenção do parlamento, do governo e das autoridades brasileiras, o investimento no SISFRON (…). Somos os vizinhos dos países que produzem a maior quantidade de droga no mundo, e boa parte da droga consumida no Brasil vem desta porta”, explicou o deputado.
Para Leite, o papel das forças armadas é estratégico e este é um dos programas mais importantes do Exército na Região Norte.
Criado em 2012, o Sisfrom faz parte do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) do governo federal. A iniciativa está prevista para terminar em 2040 com R$ 15 bilhões em investimento federal.
Porém, segundo os dados apresentados nesta terça, o investimento inicial anual seria de R$ 490 milhões a partir de 2024, e o projeto recebeu 350 milhões. Para 2025, está previsto o envio de R$ 290 milhões – uma queda de R$ 200 milhões.
O programa, atualmente, opera em seis estados: Amazonas, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
O subchefe do escritório de projetos do Exército, Coronel Rosito, pontuou ao Portal AM1 sobre a necessidade enfrentada pelos militares que atuam nas regiões fronteiriças.
“É um grande desafio monitorar 13 mil quilômetros de fronteira, a maioria dela no meio da selva amazônica”, disse o militar.
A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) destacou que a Região Norte é cobiçada por outras nações por questões de mineração, essencial para o desenvolvimento econômico do país. Ela criticou a falta de investimento no Ministério da Defesa.
“Países que cooperam com o narcotráfico, descaminho, garimpo ilegal e essas áreas precisam de um olhar diferenciado da população brasileira e os investimentos eles têm que ser cada vez maiores, porque é a questão da soberania de uma nação, e sem uma fronteira protegida, nós temos uma nação enfraquecida.”
Em 2024, o governo federal cortou mais de R$ 419 milhões do Ministério da Defesa, comandado pelo ministro José Múcio.
Segundo o coordenador da bancada, não é possível participar da Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas (COP) 30 com este furo. O encontro vai acontecer em 2025 na capital do Pará, Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro.
“Não dá para gente falar de COP 30 no estado do Pará, sem discutir o fortalecimento das forças armadas da região. Não só pela garantia da soberania nacional, pelo controle das fronteiras, mas para que a gente possa inibir significativamente a entrada de drogas no nosso país”, pontuou Leite.
A COP 30 vai acontecer em 2025, na capital do Pará, Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro.
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