Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Bancada federal do Norte pede mais investimento nas regiões de fronteira

Na Região Norte, são 13 mil quilômetros de extensão que fazem fronteira com países responsáveis pela produção da 'maior quantidade de droga no mundo', disse o coordenador da bancada.

Deputado Sidney Leite

Deputado federal Sidney Leite (PSD- AM) - Foto: (Antônio Mendes/ Portal AM1)

Brasília (DF) – Nesta terça-feira (10), parlamentares da Região Norte se reuniram com militares do Exército Brasileiro para discutir formas de melhorar o monitoramento das fronteiras.

Na Região Norte, são 13 mil quilômetros de extensão que fazem fronteira com países como Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.

O coordenador da bancada do Norte, deputado federal Sidney Leite (PSD-AM), afirmou que existe uma grande necessidade de investimentos no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON).

“Temos algo que precisa da atenção do parlamento, do governo e das autoridades brasileiras, o investimento no SISFRON (…). Somos os vizinhos dos países que produzem a maior quantidade de droga no mundo, e boa parte da droga consumida no Brasil vem desta porta”, explicou o deputado.

Para Leite, o papel das forças armadas é estratégico e este é um dos programas mais importantes do Exército na Região Norte.

Criado em 2012, o Sisfrom faz parte do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) do governo federal. A iniciativa está prevista para terminar em 2040 com R$ 15 bilhões em investimento federal.

Porém, segundo os dados apresentados nesta terça, o investimento inicial anual seria de R$ 490 milhões a partir de 2024, e o projeto recebeu 350 milhões. Para 2025, está previsto o envio de R$ 290 milhões – uma queda de R$ 200 milhões.

O programa, atualmente, opera em seis estados: Amazonas, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O subchefe do escritório de projetos do Exército, Coronel Rosito, pontuou ao Portal AM1 sobre a necessidade enfrentada pelos militares que atuam nas regiões fronteiriças.

“É um grande desafio monitorar 13 mil quilômetros de fronteira, a maioria dela no meio da selva amazônica”, disse o militar.

A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) destacou que a Região Norte é cobiçada por outras nações por questões de mineração, essencial para o desenvolvimento econômico do país. Ela criticou a falta de investimento no Ministério da Defesa.

“Países que cooperam com o narcotráfico, descaminho, garimpo ilegal e essas áreas precisam de um olhar diferenciado da população brasileira e os investimentos eles têm que ser cada vez maiores, porque é a questão da soberania de uma nação, e sem uma fronteira protegida, nós temos uma nação enfraquecida.”

Em 2024, o governo federal cortou mais de R$ 419 milhões do Ministério da Defesa, comandado pelo ministro José Múcio.

Segundo o coordenador da bancada, não é possível participar da Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas (COP) 30 com este furo. O encontro vai acontecer em 2025 na capital do Pará, Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro.

“Não dá para gente falar de COP 30 no estado do Pará, sem discutir o fortalecimento das forças armadas da região. Não só pela garantia da soberania nacional, pelo controle das fronteiras, mas para que a gente possa inibir significativamente a entrada de drogas no nosso país”, pontuou Leite.

A COP 30 vai acontecer em 2025, na capital do Pará, Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro.

 

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