Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Cortes do governo Trump afeta serviços em Manaus

Apurações apontam que serviços foram encerrados hoje em PAC na capital amazonense.

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Foto: Claudio Trindade/OIM

Manaus (AM) – O governo Trump suspendeu, por 90 dias, o envio de fundos americanos destinados à assistência humanitária para diversas Organizações Não Governamentais (ONG). Essa decisão também resultou na interrupção dos serviços oferecidos em Manaus pela entidade a imigrantes venezuelanos no Amazonas e em outros quatro estados da região Norte.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), essa paralisação de 90 dias pode deixar milhares de imigrantes sem acesso à regularização migratória necessária para obter residência temporária no Brasil, comprometendo serviços essenciais como saúde e alimentação.

A suspensão segue a determinação do presidente dos EUA, que, no dia 20 de janeiro, ordenou a paralisação imediata do uso de recursos de assistência humanitária. A medida inclui cortes no financiamento do Bureau de População, Refugiados e Migração (PRM) e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), além de bloquear novos apoios, como consta em um memorando enviado a funcionários e embaixadas americanas.

Durante o período de suspensão, o Departamento de Estado dos EUA revisará os programas em andamento para garantir que estejam alinhados com os interesses de política externa do governo Trump.

Impacto

Parceira do governo brasileiro na Operação Acolhida desde 2018, a OIM desempenha um papel fundamental na regularização da migração e na assistência humanitária aos venezuelanos que entram no Brasil via Roraima. A suspensão dos recursos impactará diversos serviços, como regularização migratória e assistência humanitária; Proteção e saúde; Combate ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes; Entre outros.

Atualmente, os Estados Unidos são responsáveis por 60% dos recursos da OIM no Brasil. A suspensão parcial das atividades da agência no país representa um grande desafio para a gestão da crise humanitária envolvendo migrantes e refugiados.

Dispersão

De acordo com informações obtidas pelo G1 Amazonas, nesta segunda-feira, 27 de janeiro, os trabalhadores do escritório localizado no Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) da Compensa, na Zona Oeste de Manaus, foram dispensados. O local, que recebia diariamente centenas de imigrantes em busca de acolhimento, agora está inativo.

Por meio de nota, a OIM sediada em Manaus informou que buscará seguir trabalhando em estreito diálogo e colaboração, dentro de sua capacidades “Manteremos todos os esforços possíveis para seguir nossa missão de proteger as pessoas em movimento e promover uma migração humanizada ordenada e digna, que beneficie tanto os migrantes quanto a sociedade de acolhida” disse em nota.

Já o Governo Federal ainda não se pronunciou sobre o que será feito diante dos cortes.

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