(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Bolsonaristas têm evitado estabelecer uma “ordem de prioridade” de candidatos para substituir ex–presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, na disputa presidencial de 2026. Sem indicar um sucessor, Bolsonaro mantém o capital político e, consequentemente, o poder de barganha entre os pretendentes ao Planalto.
Michelle e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são os que aparecem mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Tarcísio vem afirmando que pretende a reeleição estadual. Já ex–primeira–dama, tem participado mais ativamente das manifestações convocadas por Jair Bolsonaro.
Michelle chegou a ser mencionada pelo marido como possível candidata à Presidência. O ex–presidente afirmou que a apoiaria se a Casa Civil ficasse com ele, caso ela fosse eleita. No entanto, em declarações posteriores, Bolsonaro voltou a se colocar como única opção possível para o pleito.
Réu
A mudança de posicionamento do pastor, um dos “conselheiros” mais próximos de Bolsonaro, ocorreu diante de um movimento de Temer para unir cinco governadores em busca de uma terceira via para as próximas eleições.
Neste domingo, 11, o ex–presidente afirmou ao programa Canal Livre, da Band, que tem sido procurado pelos governadores “presidenciáveis” para dar palpites, e que recomenda que todos os nomes lancem um projeto único para o Brasil.
“Eu vejo que, nas conversas que tive com alguns governadores, eles estão muito dispostos a uma coisa dessa natureza. Se saírem cinco candidatos deste lado e um único candidato do outro lado, é claro que o candidato do outro lado vai ter uma vantagem extraordinária”, avaliou.
Conversas
Na mesma entrevista, Temer afirmou que ele próprio não tem pretensão de lançar candidatura no próximo ano, e que já “cumpriu seu papel” passando por praticamente todos os cargos da República em 32 anos na vida pública.
Temer assumiu a Presidência da República em 2016, após o impeachment da petista Dilma Rousseff, de quem era vice. Deixou o Planalto em 2018, com baixa popularidade e sem concorrer nas eleições daquele ano.





