Manaus, 7 de julho de 2026
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Economia

Estudo calcula custo de vida digna no semiárido brasileiro

O estudo dividiu os territórios da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco em dez zonas, conforme a renda mínima necessária para uma vida digna.

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(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Brasil – Estudo do Instituto IDH analisou dados de custo de vida e de condições de acesso aos direitos humanos fundamentais voltados para a realidade do semiárido e regiões limítrofes nos estados da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, identificando o valor necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas – dois adultos e duas crianças, em dez diferentes regiões desses estados. Os valores encontrados vão de R$ 1.986,00 a R$ 4.996,00, acima, portanto do salário mínimo e do valor de referência para a linha de pobreza (R$ 872,00).

Realizado em parceria com o Anker Research Institute e com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o estudo dividiu os territórios dos três estados em dez zonas, segundo os rendimentos mínimos necessários para a vida digna, sendo três na Paraíba, quatro no Rio Grande do Norte e três em Pernambuco.

Nessas regiões foi estipulado o valor capaz de custear alimentação saudável, educação, moradia, saúde e lazer, além de 5% de excedente para emergências e imprevistos, como o impacto de eventos climáticos extremos, a exemplo das secas que atingem a região.

Destaques do estudo

O levantamento destacou que a elevação dos rendimentos e da qualidade de vida da população rural pode gerar impactos ambientais, econômicos e sociais positivos. Diferenciou ainda valores necessários para empregados em atividades agrícolas (salário digno) e produtores de pequenas propriedades (renda digna). Em geral, as famílias da região recebem abaixo desses valores considerados necessários pelos pesquisadores. Essa disparidade torna a situação das famílias mais delicada frente às ameaças climáticas, como o avanço da desertificação, que ameaça 13% do território do semiárido do Nordeste.

“Sem cadeias produtivas estruturadas e resilientes , não há renda digna no campo. A degradação do bioma  é uma ameaça para as famílias que vivem da agricultura, reduzindo as oportunidades de sustento. Além disso, a renda de quem trabalha no  campo, quando insuficiente para uma vida sem privações, impossibilita a estruturação e manutenção de cadeias produtivas com práticas regenerativas”, declarou  Grazielle Cardoso, , gerente do Programa Raízes da Caatinga, da Fundação IDH, ação da organização que visa a melhorar as condições de vida das populações rurais nessas áreas.

(*) Com informações da Agência Brasil

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