(Foto: Evandro Seixas/Aleam)
Manaus (AM) – Às vésperas das Eleições Gerais de 2026, o governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (UB), defende a liberação de um empréstimo de R$ 1,4 bilhão entre o Governo do Amazonas e o Banco do Brasil.
A declaração foi dada em entrevista à Rádio Rio Mar, nesta segunda-feira (31), quando o candidato ao Governo do Amazonas comentou sobre as eleições, sua candidatura e a administração do Governo do Amazonas, que ocupa como governador tampão.
Durante a entrevista, os jornalistas questionaram Cidade sobre a situação financeira do Estado, diante da busca por novos empréstimos e de reclamações de categorias e fornecedores sobre pagamentos pendentes.
Empréstimo e asfalto
A 35 dias das Eleições Gerais de 2026, Roberto Cidade afirmou que o empréstimo junto ao Banco do Brasil será destinado a investimentos em infraestrutura do Estado e relacionou a liberação do recurso ao asfaltamento no interior.
“Esse empréstimo que está hoje sendo feito junto ao Banco do Brasil é para investimento, é para infraestrutura do nosso Estado”, disse.
Na sequência, afirmou: “Quem está lá no interior hoje, precisando de asfalto, se não sair esse empréstimo, não vai ter asfalto esse ano”. A declaração ocorreu no mesmo trecho da entrevista em que Cidade afirmou que “o Estado do Amazonas tem uma saúde financeira muito boa”.
Declarações
Em entrevista ao veículo Estado Político, no dia 21 de agosto, Roberto Cidade havia afirmado que o empréstimo junto ao Banco do Brasil seria para renegociação de dívida e, segundo ele, permitiria economizar mais de R$ 1 bilhão nos próximos anos.
Na entrevista desta segunda-feira, porém, ao falar sobre a operação do Banco do Brasil, Cidade a classificou como destinada à infraestrutura. Em outro momento, ele mencionou uma segunda operação de crédito, que, segundo o governador, seria para reposição de dívida e dependeria de tramitação no Senado.
Críticas
A movimentação envolvendo empréstimos tem sido questionada e alvo de críticas de figuras políticas. Marcelo Ramos afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que o objetivo da operação, na avaliação dele, não seria “melhorar as contas do Estado”, mas “liberar dinheiro para o governador tampão tentar fazer campanha e tentar a reeleição”.
Sem citar nomes, Roberto Cidade afirmou que movimentações contrárias ao empréstimo visam “prejudicar” o Governo e o Estado do Amazonas.
O Ministério Público Federal (MPF), a União e o Banco do Brasil pediram, nesta sexta-feira (28), à Justiça Federal a revogação da decisão que suspendeu a contratação de um empréstimo de R$ 1,462 bilhão pelo Governo do Amazonas.
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