(Foto: Evandro Seixas/Aleam)
Manaus (AM) – Um empréstimo de R$ 1,462 bilhão pode dar fôlego à campanha de Roberto Cidade pela reeleição ao Governo do Amazonas. O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a revogação da liminar que suspendeu a operação com o Banco do Brasil.
O pedido ocorre justamente em 2026, ano eleitoral, quando Cidade tenta permanecer no comando do Estado. Se a Justiça derrubar a suspensão, o governo poderá avançar com a contratação e ampliar sua capacidade financeira durante a disputa.
A operação prevê 120 meses de prazo e custo total estimado em aproximadamente R$ 2,6 bilhões, segundo os documentos do processo. Ou seja, o Estado busca R$ 1,462 bilhão agora, mas poderá pagar cerca de R$ 1,1 bilhão a mais ao longo da próxima década.
Dinheiro agora, conta depois
Os recursos estão previstos para fundos ligados a infraestrutura, habitação e parcerias público-privadas. Na prática, a liberação pode aumentar o espaço financeiro do governo para investimentos e entregas justamente durante o período eleitoral.
A operação, porém, já havia sido suspensa pela Justiça Federal após uma ação popular questionar a contratação, a destinação dos recursos e as condições financeiras do empréstimo.
Outro ponto levantado no processo envolve a escolha do banco. Segundo a ação, uma chamada pública anterior colocou a Caixa Econômica Federal em primeiro lugar, antes de a operação avançar com o Banco do Brasil.
O ex-deputado Marcelo Ramos também questiona a cronologia. Segundo ele, a autorização ocorreu em janeiro de 2025, mas o processo ficou cerca de 15 meses parado e voltou a avançar após Cidade assumir o governo.
A coincidência temporal não comprova uso eleitoral do dinheiro.
Mas o cenário é politicamente conveniente para quem busca a reeleição:
Cidade pode ter acesso a R$ 1,4 bilhão durante a campanha, enquanto a conta pode se estender por dez anos.
Agora, a decisão está nas mãos da Justiça Federal.
O bônus pode aparecer em 2026. A conta fica para depois.
LEIA MAIS:





