Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

PT evita pressionar Omar e adia disputa por vaga de vice em 2026

Marcelo Ramos defende cautela na montagem da chapa majoritária e afirma que o partido não criará constrangimentos ao possível candidato ao governo.

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(Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Manaus (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos afirmou, em entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, que o PT está atuando com cautela na formação da chapa majoritária para 2026 e não pretende impor nomes ou criar embaraços ao senador Omar Aziz (PSD), que deve ser o candidato do grupo à sucessão estadual. Segundo Ramos, qualquer decisão sobre a vaga de vice deve ser tomada no tempo certo e com total liberdade para o cabeça de chapa.

“Acho que o candidato a governador, que tende a ser o senador Omar Aziz, tem que ficar muito à vontade para escolher alguém que tenha identidade com ele”, disse. “Não vamos criar nenhum constrangimento para o nosso candidato a governador.”

Ramos reforçou que sua pré-candidatura ao Senado foi construída com aval da direção nacional do PT e com diálogo entre lideranças locais e nacionais. Ele citou conversas com figuras como o presidente Lula, a ministra Gleisi Hoffmann, o senador Humberto Costa, o deputado Henrique Fontana, além de lideranças do Amazonas como Sinésio Campos, José Ricardo, Valdemir Santana e Anne Moura.

“Óbvio que eu não vou, da minha cabeça, dizer que sou pré-candidato ao Senado sem conversar com ninguém. Então, isso foi um processo construído”, afirmou o ex-deputado.

Ao tratar da composição da chapa majoritária, que terá quatro vagas — governador, vice-governador e duas para o Senado —, Marcelo foi direto: o PT quer espaço, mas entende que cada grupo aliado deve ter representatividade. E citou explicitamente os principais blocos do atual campo governista no Amazonas.

“Esse agrupamento político, vamos chamar assim, hoje é composto pelo grupo do senador Omar Aziz, pelo grupo do senador Eduardo Braga, pelo grupo do prefeito Davi Almeida e pelo grupo do presidente Lula. É absolutamente natural que cada um desses tenha um ponto de representação nas quatro vagas da chapa majoritária”, declarou.

A respeito das especulações sobre a vice-governadoria, Ramos tratou o tema com ironia e desdém: para ele, esse debate é precipitado e pouco relevante neste momento da pré-campanha.

“Ninguém se candidata a vice. É convidado. Não tem pesquisa para vice. Ninguém entrevista pré-candidato a vice. Então, não existe. Isso é um debate absolutamente prematuro, na minha opinião”, alfinetou.

Apesar de reconhecer que o PT reivindica uma vaga na chapa, Marcelo Ramos reforçou que o momento exige paciência e foco na unidade da aliança.

“O prefeito já reivindicou. O PT diz que tem que ter uma vaga na chapa majoritária, mas vai ter a hora certa desse debate. E não é agora.”

Com isso, Marcelo Ramos joga para frente a disputa interna, preserva Omar Aziz e tenta consolidar sua pré-candidatura ao Senado sem ruídos na base lulista. Nos bastidores, porém, a disputa por espaço está longe de ser resolvida.

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