Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Wilson Lima cobra de Lula posição sobre obras da BR-319

conexao-brasilia

Por Clébio Cavagnolle*

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MARCANDO POSIÇÃO

O governador Wilson Lima decidiu marcar posição e cobrou do presidente Lula a pavimentação da BR-319, única ligação por terra entre Manaus e o restante do país. Lima tem criticado o Governo Federal com certa acidez sobre o caso, e vem repetindo a auxiliares e jornalistas que Lula “está deixando a população de Manaus de joelhos”. No Planalto, interlocutores do presidente avaliam a postura do governador como uma forma de marcar posição, caso ele realmente concorra ao Senado, acenando às lideranças de direita como “voz firme” de oposição.

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DANÇA DE CADEIRAS

A filiação do vice-governador Tadeu de Souza ao União Brasil, mesmo partido de Wilson Lima, é dada como certa por figuras influentes da sigla em Brasília. A aproximação com Lima, que terá de deixar o cargo até maio de 2026, caso confirme a busca por uma cadeira no Senado, pavimenta uma candidatura mais fluída para Tadeu, que assumiria o governo e disputaria a reeleição. A movimentação, no entanto, reforça a possibilidade de rompimento com o prefeito de Manaus, David Almeida, que apoia o senador Omar Aziz para disputar o governo do Amazonas, alem de apoiar dois nomes para o Senado: Eduardo Braga, na busca pela reeleição, e o ex-vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, do atual partido de Tadeu, o Avante. A dança de partidos, ou melhor, de cadeiras, pode ser concretizada nas próximas semanas.

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QUEM PAGA A CONTA?

O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 41 votos a favor e 33 contra, o Projeto de Lei que amplia de 513 para 531
o número de deputados federais no Brasil. Os senadores amazonenses, Eduardo Braga e Omar Aziz, foram favoráveis à mudança. Já Plínio Valério, se posicionou contra. No Planalto, a posição de Omar causou mal estar, já que o aumento de cadeiras levará a um custo estimado em R$ 64,6 milhões por ano aos cofres públicos. Em um momento de instabilidade para o Governo frente aos problemas com as contas públicas, figuras ligadas ao presidente Lula afirmam que faltou “sensibilidade” de Omar no caso. É bom lembrar que o senador conta com apoio do Governo Federal na tentativa de voltar ao comando do Amazonas.

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VIVA PARINTINS

Falando em Eduardo Braga, o Senador chegou cedo para participar de mais um Festival de Parintins. Claro que o ex-governador já aproveitou para fazer campanha na busca pela reeleição ao Senado. E não foi só ele! Os políticos amazonenses deixaram Brasília mais cedo rumo à disputa entre os bois Garantido e Caprichoso nesta semana, depois de votações bombásticas no Congresso que impuseram derrotas históricas ao Governo. Mas, se engana quem acha que ali não se discute política. É só esperar pra ver os anúncios de alianças e costuras que virão nos próximos dias.

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BRAGA EM ALTA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou na terça feira que o senador Eduardo Braga vai presidir a comissão mista da reforma do setor elétrico. Braga, aliás, foi ministro de Minas e Energia da ex-presidente Dilma Rousseff, e defende há algum tempo a necessidade de reformar o setor. A proposta foi assinada pelo presidente Lula em maio e entra em vigor em 5 de julho, mas ainda depende de aprovação do Congresso para virar lei. Com viés social, já que a medida deve beneficiar pessoas de baixa renda, interlocutores de Braga afirmam que é o cenário ideal para garantir exposição e “bala na agulha” para a campanha de reeleição no Senado.

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BURACO MAIS EMBAIXO

A isenção fiscal estimada em R$ 3,5 bilhões por ano à Refinaria da Amazônia, que foi articulada pelos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga na Reforma Tributária, tem sido criticada por entidades sindicais, como a Federação Única dos Petroleiros e o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, principalmente depois da demissão de mais de 200 trabalhadores diretos e indiretos. O caso já foi parar no Ministério de Minas e Energia e por suspeita de práticas anticoncorrenciais da refinaria, que segundo integrantes da
Pasta, conseguiu benefícios que a Petrobras sequer chegou perto. Fontes ligadas ao caso afirmam que a situação deve ser levada também ao Ministério Público. Uma situação pouco confortável para os senadores que têm pretensões políticas muito bem definidas para a eleição do ano que vem.

 

(*) Jornalista há 21 anos, passou por veículos da grande Mídia como O Estado de São Paulo e TV Globo. Atualmente, é repórter e apresentador de TV Record. Atua há oito anos na cobertura política em Brasília, com foco nos Três Poderes. Trafega entre as principais autoridades do País. Constantemente de olho nos bastidores das decisões tomadas na Capital Federal que impactam todo o Brasil, principalmente o Amazonas.