Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Wilson Lima e David Almeida ignoram ato pró-Bolsonaro em Manaus

Manifestação nacional intitulada “Reaja Brasil” mobilizou apoiadores em todo o país.

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(Foto: Arthur Castro/Secom & Dhyeizo Lemos/Semcom)

Nem o governador do Amazonas,Wilson Lima (União Brasil), nem o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), participaram da manifestação realizada neste domingo (4) na Praia da Ponta Negra, em Manaus, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O ato, que ocorreu simultaneamente em diversas capitais brasileiras sob o nome “Reaja Brasil”, foi coordenado pelo PL e mobilizou a militância bolsonarista em protesto contra o governo federal e o Supremo Tribunal Federal, com foco especial nas decisões judiciais contra Bolsonaro.

Em Manaus, o evento teve faixas pedindo o impeachment de Moraes e o retorno de Bolsonaro ao poder, além de críticas ao que os organizadores chamaram de “perseguição política”.

A ausência das duas principais lideranças políticas do estado foi notada por aliados e opositores. Embora Wilson Lima já tenha participado de um ato público pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, ele vem adotando nos últimos meses uma postura mais discreta e pragmática.

Já David Almeida tem reiterado que não se autodefine nem como político de esquerda, nem de direita. O prefeito de Manaus já apareceu em eventos tanto com Bolsonaro quanto com Lula, e sua atuação tem oscilado entre agendas conservadoras e progressistas, dependendo do contexto político.

A decisão de não participar do ato “Reaja Brasil” pode ser interpretada como uma tentativa de ambos de evitar o desgaste político que o alinhamento explícito ao bolsonarismo pode gerar no atual cenário nacional, especialmente diante dos escândalos envolvendo o ex-presidente e seus aliados.

Enquanto isso, a manifestação na capital amazonense contou com a presença de deputados estaduais e federais do PL e outras lideranças conservadoras do estado, que reforçaram o discurso contra o STF e denunciaram o que classificam como “censura e perseguição” a Bolsonaro.

A ausência de Wilson Lima e David Almeida no evento reforça a leitura de que ambos preferem manter uma estratégia de neutralidade seletiva, tentando equilibrar interesses locais e nacionais sem se comprometer integralmente com nenhuma das polarizações políticas que marcam o país.