(Foto: Matheus Claudino/Aleam)
O Avante Amazonas, partido comandado pelo prefeito de Manaus, David Almeida, iniciou nesta segunda-feira (11) o processo de expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro, sob a alegação de quebra de fidelidade partidária.
O motivo, porém, revela um embate político direto: Wanderley assinou o requerimento de criação da CPI do Asfalto na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), mesmo sendo considerado aliado do chefe do Executivo municipal.
A reunião que decidiu o processo de expulsão foi realizada na sede do partido e divulgada nas redes sociais.
A CPI foi proposta pelo deputado Delegado Péricles (PL), integrante da chamada “bancada da Bala” e adversário declarado de David Almeida.
O objetivo é investigar gastos do programa Asfalta Manaus, que desde o início da gestão já consumiu milhões de reais dos cofres públicos em contratos e obras de recapeamento asfáltico pela capital.
O avanço da CPI, no entanto, sofreu um revés após a retirada das assinaturas dos deputados Dan Câmara e Cristiano D’Ângelo, o que reduziu o apoio, mas não comprometeu o quórum necessário para a instalação da investigação.
Nos bastidores, a movimentação do Avante foi interpretada como resultado da pressão política do
ara esvaziar a iniciativa.
Com o processo de expulsão, o Avante reforça a imagem de que a direção partidária atua para blindar a gestão de David Almeida contra investigações, transformando a fidelidade partidária em instrumento de controle político.
O episódio expõe o desgaste interno na base do prefeito e amplia o debate sobre a autonomia dos parlamentares frente ao comando dos partidos.
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