Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Marcelo Ramos tenta transformar pauta antiga sobre preços dos combustíveis em trampolim eleitoral

A atuação, marcada pela ausência de propostas consistentes sobre o tema, contrasta com a retórica inflamada que agora adota.

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(Foto: Adriano Machado/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – O ex-deputado federal e ex-vereador de Manaus, Marcelo Ramos, voltou a levantar nas redes sociais a polêmica sobre o preço da gasolina na capital, alegando que existe um “esquema” entre distribuidoras que faria o combustível local ser o mais caro do Brasil.

“Os números são um escândalo. A margem das distribuidoras e dos postos é quase o dobro da média nacional, podendo chegar quase ao triplo, no caso de distribuidora que tem a maior parcela do mercado!”, disse Ramos.

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O discurso, no entanto, soa mais como oportunismo político do que como real com a população.

O tema não é novidade. Há anos o preço da gasolina em Manaus é alvo de críticas, estudos e denúncias. Justamente nesse período, Marcelo Ramos ocupou posições de destaque na política, primeiro como vereador e depois como deputado federal, sem ter apresentado medidas concretas ou resultados efetivos para enfrentar a questão.

Em pesquisa no site da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e no site da Câmara dos Deputados não há informações sobre proposições, requerimentos, projetos de lei ou audiências públicas propostas por Ramos para discussão do problema.

A atuação, marcada pela ausência de propostas consistentes sobre o tema, contrasta com a retórica inflamada que agora adota.

Coincidência

A súbita retomada desse debate coincide com sua pré-candidatura ao Senado em 2026. Em busca de holofotes, Ramos parece tentar reciclar uma pauta antiga, explorando o descontentamento popular apenas para gerar visibilidade e engajamento eleitoral.

O que ele não fez enquanto detinha mandato, tenta agora transformar em bandeira, em mais um exemplo de como temas sensíveis ao bolso do cidadão são instrumentalizados por políticos em períodos pré-eleitorais.

“É hora de colocar na mesa de negociação a ANP, MME, a Petrobras e Atem para encontrar o arranjo econômico necessário para que o petróleo de Urucu volte a ser refinado na refinaria de Manaus”, disse Marcelo Ramos, nas redes sociais.

Para a população, a realidade permanece a mesma: gasolina cara, promessas de sempre e a sensação de que, mais uma vez, o problema serve mais como palco político do que como prioridade para soluções efetivas.

 

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