Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

População reage contra fala de Débora Menezes sobre vacina infantil obrigatória

A deputada estadual Débora Menezes desaprova a exigência de vacinação e classifica a medida como "absurda".

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(Foto: Divulgação/Assessoria/Celso Maia/Portal AM1)

Manaus (AM) – A maioria dos manauaras ouvidos pelo Portal AM1 defendeu a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 para crianças, em contraste direto com o posicionamento da deputada estadual Débora Menezes (PL). A parlamentar publicou nas redes sociais que considera “um absurdo a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 para as crianças terem acesso à creche”.

A atendente Ana Paula Feitosa foi categórica:

“Tem que ser obrigatória em todas as crianças. Se antes desse surto informando que não podia tomar vacina que dava doença, todas as crianças tomavam, por que agora vai parar? Então tem que ser obrigatória”.

O servidor público Almir Mesquita reforçou o argumento coletivo:

“Penso que deve ser obrigatória pelo seguinte caso, ao adentrar a uma creche, uma criança precisa não estar contaminada, pois se ela estiver e entrar nessa creche, ela pode contaminar outras crianças. Então, é uma medida de segurança para as outras crianças e é bom para todos em geral”.

Mesmo quem mostrou dúvidas sobre a obrigatoriedade, como a dona de casa Maria Ivone Batista e a assistente social Grayce Veríssimo, reconheceu a importância da imunização no combate a doenças.

O que disse a deputada

No vídeo publicado em suas redes sociais, Débora Menezes afirmou ter recebido a informação de que um colégio de Manaus estaria exigindo a vacinação para acesso à creche. Ela classificou o documento como “um verdadeiro absurdo”.

“Esse documento obriga os pais a vacinarem seus filhos pequenos contra a Covid-19 e ainda ameaça denunciar os pais ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público caso eles não vacinem essas crianças. Além disso, aqui também deixa claro que as crianças que não forem vacinadas não terão acesso à escola”, declarou.

O que diz a lei

A posição da deputada, no entanto, contraria normas nacionais. Em 2024, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra a Covid-19 no Calendário Nacional de Vacinação. O descumprimento pode gerar penalidades, inclusive suspensão do Bolsa Família.

Além disso, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) já determinou que a recusa em vacinar pode caracterizar negligência parental. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também prevê a obrigatoriedade da imunização sempre que houver determinação das autoridades sanitárias.

Repercussão

Nos comentários da postagem da própria parlamentar, a maioria dos internautas também criticou a fala dela, destacando que a vacinação obrigatória é uma medida de saúde pública e proteção coletiva.

Enquanto a ciência e a legislação apontam na direção da proteção das crianças e da coletividade, a fala da deputada abre espaço para polêmica em torno de um tema já consolidado em nível nacional.

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