(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Manaus (AM) – Faltando nove semanas para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em Belém, cresce o debate sobre preservação, conservação e desenvolvimento sustentável da Amazônia. No estado, atualmente, existem 101 Unidades de Conservação (UCs), distribuídas entre diferentes esferas de responsabilidade.
Segundo o painel do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), a listagem permite consultar a esfera (federal, estadual ou municipal), o tipo (Proteção Integral ou Uso Sustentável) e a categoria (APA, Corredor Ecológico, RPPN, entre outras) de cada unidade registrada no estado.
Essas unidades se dividem em três esferas de gestão: 41 sob responsabilidade federal, 42 administradas pelo governo do estado e 18 pelo município de Manaus. Confira o ranking:
- 42 – Governo do Estado
- 41 – Responsabilidade Federal
- 18 – Municipal
Em paralelo à intensificação dos debates sobre mudanças climáticas e proteção da Amazônia, dados da Bulbe Energia mostram que as buscas pelo termo “unidade de conservação” no Google cresceram 50% nos últimos 12 meses, totalizando mais de 1 milhão de pesquisas.
Segundo a empresa, os números refletem o aumento do interesse da população pelo tema e, consequentemente, a intenção de visitar essas áreas.
No ranking das 15 UCs mais pesquisadas, o Parque Estadual da Cantareira, em São Paulo, ocupa o primeiro lugar. O levantamento evidencia que os parques estaduais e nacionais (Parnas) concentram maior acesso e interesse do público, sendo as categorias mais buscadas pelos internautas.
O que são Unidades de Conservação?
As Unidades de Conservação são áreas protegidas criadas para conservar ecossistemas, proteger espécies ameaçadas e preservar paisagens, rios e florestas.
Durante evento de comemoração dos 25 anos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que o Brasil possui atualmente 2,6 milhões de km² de áreas protegidas, distribuídas em 3.185 UCs.
Em 2000, ano de criação do SNUC, a cobertura era de 754 mil km², com 1.053 unidades. “O SNUC foi capaz de aumentar em 244,8% todas as nossas áreas de unidades de conservação”, afirmou a ministra.
Na esfera municipal
Embora o Amazonas seja amplamente reconhecido por suas reservas federais e estaduais, a capital Manaus também desempenha papel crucial na preservação ambiental. A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas Clima), administra mais de 20 UCs, distribuídas entre Proteção Integral e Uso Sustentável.
Proteção Integral
Entre as UCs municipais voltadas à preservação total dos ecossistemas estão:
- Parque Municipal das Nascentes do Mindu – 16,2 ha, criado pelo Decreto nº 8.351/2006.
- Parque Municipal do Mindu – 40,8 ha, instituído pela Lei nº 219/1993.
Uso Sustentável
A maior parte das UCs municipais se enquadra nesta categoria, conciliando conservação com uso racional dos recursos naturais. Entre os exemplos estão:
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé – 11.973 ha, criada em 2005.
- Área de Proteção Ambiental do Tarumã/Ponta Negra – 22.698,8 ha.
- APA Adolpho Ducke – 18.240,8 ha.
- APA Floresta Manaós – 759,1 ha.
- APA Parque Linear do Bindá – 5,8 ha.
- APA Parque Linear do Igarapé do Gigante – 155,1 ha.
- APA Parque Ponta Negra – 39,8 ha.
Além dessas, o município reconhece diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), como Honda (16,4 ha), Buritis (5,5 ha), Águas do Gigante (35,1 ha), Norikatsu Miyamoto (76,9 ha), Bons Amigos (31,9 ha) e Sócrates Bonfim (23 ha).
Apesar da relevância ecológica, a gestão dessas áreas enfrenta desafios, como escassez de recursos para fiscalização e implementação de planos de manejo. Ainda assim, as UCs municipais representam um avanço estratégico, aproximando a conservação da realidade urbana, garantindo áreas verdes para lazer e promovendo a participação das comunidades na defesa ambiental.
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