(Foto: Matheus Rodrigues & Danilo Mello/Aleam)
Manaus (AM) – O que seria uma entrega simbólica e estratégica para a população do Amazonas, promovida pelo Governo Federal com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Manaus, tornou-se pauta de críticas da oposição. O motivo foi a declaração do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convidado por Lula para a inauguração do Centro de Cooperação Policial Integrada da Amazônia (CCPI).
Durante seu discurso no evento, realizado na terça-feira (9), Petro afirmou que “se a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria a destruição da selva amazônica”. A fala repercutiu de forma imediata no Amazonas e abriu espaço para manifestações contrárias na política local.
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O evento contou com a presença de Lula, de autoridades federais e estaduais, além de representantes da região amazônica. Entretanto, já no dia seguinte, quarta-feira (10), o assunto dominou a sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), onde parlamentares criticaram a postura do presidente colombiano.
Debate na Assembleia Legislativa
A deputada Débora Menezes (PL) levou o tema ao plenário e classificou a declaração como inaceitável. Logo depois, o deputado Comandante Dan também usou a tribuna para criticar Petro e sugeriu, em tom irônico, a entrega de um “troféu abobrinha” ao líder colombiano e de um “troféu óleo de peroba” ao presidente Lula.
Segundo o parlamentar, a presença de Petro em Manaus foi inadequada diante do contexto de combate ao crime organizado e da necessidade de proteger a Amazônia. Ele ainda alertou para os riscos da banalização do debate sobre drogas, com possíveis impactos na juventude e na segurança pública.
Na mesma linha, o deputado Delegado Péricles (PL) reforçou as críticas, acompanhado pelos deputados estaduais Rozenha (PMB) e João Luiz (Republicanos), que também manifestaram insatisfação com a declaração de Petro.
Centro de Cooperação Policial Integrada
Apesar da polêmica, o evento marcou a inauguração oficial do CCPI Amazônia, que tem como objetivo integrar esforços entre os nove países amazônicos e os nove estados brasileiros da Amazônia Legal. A unidade atuará no enfrentamento de crimes ambientais, tráfico de drogas, armas e pessoas.
O centro também contará com a colaboração de organismos internacionais, como Interpol e Europol, ampliando o compartilhamento de informações e estratégias de combate ao crime organizado. A iniciativa se alinha à proposta de fortalecimento da segurança pública no país, dentro da lógica da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que busca integrar diferentes instituições no enfrentamento dessas ameaças.
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