Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Manaus tem mais de 1 milhão de veículos e carece de fiscalização no trânsito

Fiscalização e conscientização de motoristas são apontadas como caminhos para tornar o trânsito de Manaus mais seguro.

(Foto: Karol Silva/IMMU)

Manaus (AM) – Manaus já ultrapassa a marca de 1 milhão de veículos em circulação e conta com cerca de 17 mil ruas. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) recomenda que haja ao menos um agente para cada mil veículos, o que significaria um efetivo de aproximadamente mil agentes de trânsito. O número atual, no entanto, está distante desse patamar.

O vice-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Leda Junior, defendeu que a fiscalização é a chave para reduzir acidentes.

“Manaus é uma cidade grande, com aproximadamente 17 mil ruas, entre cadastradas e não cadastradas. A prefeitura tem feito a sua parte, mas quando falamos em redução de acidentes, só existe um caminho: a fiscalização. Contamos com agentes de trânsito e radares eletrônicos, e temos a certeza de que, ao longo de 2025, conseguiremos diminuir o número de sinistros com vítimas fatais.”

Leda explicou que, apesar de fatores como infraestrutura, iluminação e condições climáticas influenciarem, a imprudência segue como o maior risco nas ruas.

“Quando estudamos a legislação de trânsito, aprendemos sobre diversos cuidados que os condutores devem ter para evitar sinistros. O primeiro deles é simples: cumprir as leis. Só isso já reduz consideravelmente o risco de acidentes e traz mais segurança. Outro ponto é a condição das vias, que precisam estar adequadas para que o motorista se sinta seguro ao trafegar. Também entram fatores como iluminação, clima e até o estado físico do condutor, alguém pode respeitar todas as normas, mas dirigir com sono é um risco potencial. No entanto, o que mais percebemos hoje é que a imprudência é o principal fator. Muitos motoristas sabem dirigir, têm habilidade, mas agem com pressa, ansiosos para chegar rápido ao destino. Saem atrasados, tentam compensar o tempo e acabam cometendo manobras perigosas que resultam em acidentes.”

Ele também reforçou que a mudança depende da responsabilidade individual de cada cidadão.

“Queremos não apenas oferecer segurança e mobilidade, mas, sobretudo, despertar a responsabilidade individual de cada condutor e pedestre. Meu pai me ensinou sobre trânsito e eu ensino para minha filha, para que cada um faça a sua parte: entrar no carro, colocar o cinto, prestar atenção à frente, deixar o celular de lado e respeitar a sinalização. Quando entendermos que somos os principais agentes da mudança, todos juntos poderemos construir um trânsito melhor.”

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