(Foto: Ricardo Machado/Secretaria-Geral da Vice-Governadoria)
Manaus (AM) – O vice-governador Tadeu de Souza afirmou que o investimento em infraestrutura no Amazonas é uma questão de soberania nacional, e voltou a cobrar do governo federal mais investimentos na área. Por meio de suas redes sociais, nesta terça-feira (30/09), Tadeu destacou que a falta de conectividade, como a ausência de aeroportos no interior, a precariedade da internet e os problemas em rodovias federais, gera exclusão no estado.
“Não há inclusão possível quando aqueles que falam em democracia ignoram o isolamento de quem vive na floresta. No Amazonas, infraestrutura não é só obra: é condição de existência. No interior, muitas vezes, o avião é a única ambulância possível. Por isso, políticas de incentivo à aviação e aeroportos funcionando fazem a diferença entre viver ou morrer”, ressaltou Tadeu.
Na publicação, Tadeu aponta que hidrovias, rodovias, aeroportos, internet rápida e energia elétrica são itens fundamentais para garantir acesso a direitos, principalmente para moradores de municípios mais distantes da capital. O vice-governador defende ação integrada por parte da União para resolver os gargalos causados pelo isolamento.
“Educação, saúde e produção rural dependem disso. Conexão é encurtar distâncias e reduzir desigualdades. O desafio da Amazônia exige ação coordenada, alinhamento político e investimentos. Não existe solução isolada”, enfatizou.
BR-319: símbolo de urgência
Tadeu de Souza também defende que a BR-319 deveria ter caráter de urgência para os integrantes do Palácio do Planalto. Parte das obras na rodovia enfrenta impasses ambientais, o que impede a recuperação, principalmente, do chamado “trecho do meio”, que possui 400 quilômetros e está em condições intrafegáveis.
“Depender só dos rios que secam ou do avião caro e escasso é temerário. Precisamos de alternativas que se complementem. A BR-319 é símbolo dessa urgência. Hoje, uma viagem de carga Manaus–Porto Velho pode chegar a 20 horas. Com a estrada asfaltada, esse tempo cai pela metade. Se cai o custo do transporte, cai o custo do alimento”, disse.
A estrada representa uma alternativa para o escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus (PIM) e para o transporte de alimentos durante grandes secas em um cenário de eventos climáticos extremos.
“Conectar o Amazonas é conectar o Brasil ao seu futuro. Investir em infraestrutura na Amazônia não é gasto. É soberania. É compromisso com um povo que nunca desistiu de fazer parte deste país”, concluiu o vice-governador.
Entre outubro de 2023 e outubro de 2024, quando o Amazonas viveu as duas piores estiagens de sua história, o custo médio de 22 produtos essenciais da cesta básica subiu quase 30%, de acordo com pesquisa publicada na mídia nacional.
Em outubro do ano passado, Manaus ocupava a quarta posição no valor médio da cesta básica mais cara do país, que custava R$ 814,28. Na época, a principal razão para o aumento dos preços foi a crise logística causada pela seca.
(*) Com informações da assessoria
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