(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – O caso Djidja Cardoso voltou a ter repercussão após a confirmação da data do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os envolvidos Cleusimar Cardoso, Ademar Cardoso, Hatus Moraes Silveira e Verônica Seixas terão o julgamento dos pedidos de liberdade marcado para os dias 1 a 17 de dezembro deste ano. A análise ocorrerá em sessão virtual da 6ª Turma.
A data foi definida após decisão do ministro Sebastião Reis Júnior, que autorizou a reunião dos quatro processos para análise conjunta. Segundo o tribunal, a medida busca garantir uniformidade e segurança jurídica na apreciação dos pedidos.
Condenação anulada e nova fase do processo
Os quatro réus haviam sido condenados a mais de 10 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, em investigação relacionada ao uso de cetamina. Porém, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) anulou a sentença devido a uma falha processual, laudos toxicológicos foram incluídos tardiamente nos autos, o que, segundo a defesa, impediu a manifestação adequada das partes. Com a decisão, a fase de instrução foi reaberta.
Mesmo com a nulidade, Cleusimar, Ademar e Hatus seguem presos há um ano e cinco meses. Já Verônica Seixas, ex-gerente de um dos salões de beleza ligados a Djidja, permanece em monitoramento eletrônico há mais de um ano.
Defesa aponta excesso de prazo e fragilidade das provas
A defesa dos réus afirma que a anulação da sentença torna sem efeito a condenação anterior e que não há fundamentos atuais que justifiquem a manutenção das medidas restritivas.
Segundo a advogada Nauzila Campos, os laudos anexados ao processo apontariam “pequena quantidade de cetamina, compatível com uso pessoal”, e não com tráfico.
Os advogados alegam ainda excesso de prazo na instrução e ausência de risco concreto para justificar a prisão preventiva ou o monitoramento eletrônico.
Caso segue sem laudo oficial do IML
Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, em Manaus. A principal linha de investigação da Polícia Civil apontava para possível overdose de cetamina, mas o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi divulgado publicamente.
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