Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Wilson Lima corre para defender Bolsonaro e atacar decisão de prisão

Em busca do eleitor bolsonarista, Wilson Lima se apressa em atacar a decisão do STF e defender o ex-presidente.

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(Foto: Divulgação/Assessoria/Wilson Lima)

Manaus (AM) – A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida neste sábado (22) pela Polícia Federal em Brasília, provocou reações em todo o país. E, como já era previsível, o governador do Amazonas, Wilson Lima, correu para as redes sociais em mais um gesto calculado de aproximação com o bolsonarismo.

Na redes sociais, Wilson classificou a prisão como “desproporcional e desnecessária”, pedindo “equilíbrio, serenidade e pacificação”. O discurso não surpreende: pré-candidato em potencial  ao Senado em 2026, o governador tem buscado cada vez mais agradar o eleitorado bolsonarista — participa de manifestações, repete bordões do grupo e nunca perde a chance de se posicionar sempre que Bolsonaro enfrenta um revés judicial.

A defesa fervorosa que faz do ex-presidente contrasta com o silêncio que costuma adotar diante das crises internas do próprio Estado que governa.

Enquanto Wilson Lima tenta faturar politicamente, o caso que levou Bolsonaro à prisão preventiva é grave. Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica durante a madrugada de sábado, numa clara tentativa de fuga, aproveitando a confusão provocada por uma vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. A própria Polícia Federal solicitou a prisão, autorizada em seguida pelo Supremo.

Viaturas descaracterizadas foram até o condomínio do Jardim Botânico, onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Ele foi levado para a superintendência da PF por volta das 6h35, sem algemas, conforme determinação de Moraes. A decisão também aponta que outra figura envolvida na trama golpista, Alexandre Ramagem, já deixou o país, o que reforçou o risco de fuga.

A convocação da vigília e a violação da tornozeleira pesaram na nova ordem de prisão. Moraes determinou ainda audiência de custódia neste domingo (23) por videoconferência, atendimento médico 24h e restrição total de visitas, exceto advogados e equipe de saúde.

Condenado a 27 anos e três meses por participação no núcleo golpista, Bolsonaro pode ter a pena executada nas próximas semanas. Desde agosto, ele já cumpria prisão domiciliar por violar medidas cautelares — entre elas, o uso obrigatório da tornozeleira e a proibição de usar redes sociais.

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